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15 dezembro, 2008

Recesso?

Embora o Astronauta das Marés tenha permanecido fora do ar por um tempo, NÃO estamos(estou?) de recesso. Mas sabem como é, né galera: TCC, fim de faculdade, mudança de estado, venda de carro, muitas coisas que exigem alguns "minutos a mais". Estava mesmo sem tempo. Foi mal ae.

Mas prometo posts novos em breve. Com novidade interessantes (artigos, contos e uma HQ de minha autoria).

Um grande abraço pessoal. =) E votos de paz profunda.

24 novembro, 2008

Oficina de Quadrinhos


Ae pessoal, no dia 10 da semana de design vai ter uma oficina de quadrinhos com o Volney Nazareno, um dos maiores nomes dos quadrinhos de Belém. Vale a pena conferir.

22 novembro, 2008

Conto: Pequeno Amanhecer

O dia amanheceu belo. Belo o suficiente para espantar a tristeza e a solidão do coração de um pequenino, mas não menos ilustre morador da cidade grande. Como para a maioria esmagadora das outras pessoas, sua vida não era nada fácil e cada manhã, ensolarada ou não, parecia fazer questão de lhe lembrar desta coincidência absoluta.

Mas sim, havia uma diferença sutil nas manhãs ensolaradas de céu límpido. Dias belos, como o próprio costumava chamar. Pois eram nestes gloriosos despertares que o simples gesto de olhar para o céu fazia valer a pena estar vivo; mesmo com a tristeza e a solidão implantada em seu pequeno coração. A sutil diferença é que os “dias belos” tornavam a solidão em saudade suave e a tristeza em esperança de felicidade.

Desde muito cedo o pequenino aprendeu que o sofrimento e o desrespeito era algo enraizado na vida de cada um. Perdeu seus pais e irmãos quando ainda era um jovem inexperiente. E agora, não tão velho assim para se dizer experiente, sabia que sua sobrevivência, e a da família que formou, dependia muito mais da esperança do que da tristeza.

Dias belos seriam sempre bem vindos. Sempre.

Não que isto os tornasse necessariamente mais fáceis de se enfrentar, principalmente graças à agitação da grande cidade em que o pequenino decidiu fazer seu lar. Alteran, uma cidade verdadeiramente grande por sinal. Talvez a maior do mundo.
Afinal, aquele que amava os chamados “dias belos” mais do que qualquer um sequer amou, não era mais do que, embora não menos ilustre, um pequenino rato.

Um ratinho, em uma terra de dragões.

18 novembro, 2008

13 novembro, 2008

Probabilidades...

Quem precisa de seguro para carro?

04 novembro, 2008

Concurso Caverna Comulot

Galera o blog associado ao Astronauta das Marés, o Caverna Comulot está com uma ótima promoção onde você pode concorrer por uma boa grana ($$$)! Entrem lá e leiam o tópico intitulado La Votacion para mais informações.

Não percam a chance!

Obs: Só você pra me colocar nessa Renan... ¬¬

O Dia do Começo do Resto...

Hoje é o dia! O dia pelo qual o mundo todo anseia, durante intervalos regulares de 4 anos, para saber os resultados da escolha política dos EUA. E é incrível notar o poder que cada um dos lados envolvidos possui:

De um lado temos um mulato (como Obama mesmo se definiu: "Eu sou marrom!"), mestiço étnico e social, com influências religiosas variadas e tendências políticas mais liberais. Uma esperança americana para o mundo, que quer se ver livre dos resquícios da "Era Bush".

Do outro um militar reformado. Que combateu por seu país na guerra do Vietnã e teve ferimentos graves em seções de torturas. Um homem idoso, experiente com política e com tendências conservadoras (o quer o diga sua vice). Uma peça estratégica para o Brasil na exportação e produção de energia - McCain disse que vai investir no etanol brasileiro.

As pesquisas apontam a vitória de Obama, mas sabemos que o povo norte-americano é extremamente preconceituoso. Alegar, em pesquisas e entrevistas, que seu voto pertence ao candidato democrata pode ser apenas teatro - o temor em parecer racista perante a mídia e a sociedade pode ocultar as tendências políticas. O voto é secreto, lembram?

Vamos ver no que vai dar...

Ah, e para os que não sabem, além de Obama e McCain, existem outros 14 candidatos à presidência do país. Sim, 16 no total! Disso tenho certeza de que você não sabia! Um brinde pra quem me disser pelo menos dois destes nomes desconhecidos. =]

15 outubro, 2008

Atualmente...

Procurando ilustradores urgentemente!!! Quem tiver contatos pra me passar, agradecerei eternamente!

Motivos:

- Meu TCC. Preciso de um quadrinista que desenha cerca de 7-10 páginas.

- Dois livros de RPG, um de humor e outro de Fantasia Medieval.

Abraços

06 outubro, 2008

Entenda a crise americana (que agora é mundial...)

O seu José tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados e quase todos desempregados.

Porque decidiu vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito) e ter um lucro maior.

O gerente do banco do seu José, um ousado administrador formado em curso de Administração e com MBA, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao boteco tendo a pindura dos pinguços como garantia.

Mais adiante, alguns executivos do banco lastreiam os tais recebíveis e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outra sigla financeira que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F (Bolsa de Mercadoria e de Futuros), cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu José).

Mais adiante, esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados desempregados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu José vai à falência.

E toda a cadeia desmorona.

Fim!

Autor: Desconhecido - Embora tenha sido o Morane quem me enviou.

01 outubro, 2008

30 setembro, 2008

Ataque os invasores jogando pedras

Desta vez o Tide Astronaut Arcade traz pra vocês um curioso jogo de raciocínio. Pra quem gosta de combates estratégicos é um prato cheio!


Jogo: GemCraft
Descrição: Utilize gemas com poderes especiais para equipar torres de defesa e evitar o avanço dos monstros, que tentam destruir o reino. Com o tempo é possível combinar gemas e construir novas torres, para aprimorar suas defesas contra monstros cada vez mais poderosos.
Avaliação do Público: 4,35 / 5 - Site Oficial
Avaliação Pessoal: "Gostei!"

Fonte: www.newgrounds.com

Apenas um conto sobre as Eleições

Relaxem (hoje estou de bom humor), não vou falar sobre a "corrupção do sistema político brasileiro" e nem sobre outras coisas que nos fazem parecer palhaços no âmbito democrático internacional. Vou contar uma história no mínimo curiosa.
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PARTE I

O jovem Rivaldo da Silva Antunes (nome deveras fictício), conhecido apenas entre os amigos de colégio como "Riva", é um aluno dedicado. Ele estuda em casa, pelo menos, 3h por dia para conseguir passar no vestibular e, como decidiu cursar a faculdade de Direito do Largo de São Francisco, além das horas de estudo em casa, ele gasta pelo menos mais 8h do seu dia dividido entre o colégio (público) e o cursinho.

Rivaldo passa com louvor, afinal, o estudo é a chave para o sucesso.

Dentro da faculdade o jovem Riva aos poucos vai deixando seu comportamento de moleque, e aos poucos, com o amadurecimento e com a dedicação, torna-se um compreendedor e um entusiasta dos diversos códigos, leis e artigos que constituem a base legal de seu país. Riva deixa de ser o Riva, e torna-se Rivaldo, aluno esforçado e jurista promissor.

Passam-se cinco anos de grande aprendizado, no qual Rivaldo divide seu tempo com a faculdade (para aprender a teoria de seu ofício), o estágio (para aprender a prática) e o estudo em casa (para reforçar seu conhecimento). O esforço do aluno resulta em sua contratação dentro da empresa de advocacia para a qual trabalha, e em uma monografia digna de publicação no final de seu curso.

Formado, o estudante, ainda jovem, passa na prova da OAB de primeira e começa a estudar para concursos públicos. Divide seu tempo entre o escritório e, mais uma vez, os estudos.

Agora o Doutor Rivaldo da Silva Antunes é um funcionário público. Atuante como Analista Judiciário. Após ter deixado seu escritório (e conseguido ótimos contatos na área da advocacia), ele inicia um curso de pós-graduação em Direito Civil, enquanto exerce os três anos obrigatórios de atividades jurídicas, para tornar-se um Magistrado."

Anos depois, após passar em outro concurso público, o Dr. Rivaldo atua como juiz substituto em uma comarca abandonada e precária no interior do estado. Uma não! Várias, sucessivamente, até tornar-se um juiz titular.

Uma vez titular, ele opta por atuar na área em que se especializou, para enfim, após mais de 10 anos de preparação, estudo e dedicação intensivos, Rivaldo poder julgar e executar as leis de nosso país.

"Viva a conquista do esforço!"
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PARTE II

Ernesto Sebastião de Albuquerque é de classe média-baixa, mas sempre teve condições de estudar em um colégio particular, relativamente barato. Conhecido entre os amigos como Tião, o jovem nunca se interessou pelos estudos, embora sempre tenha se julgado mais esperto que os demais à sua volta. Largou a escola antes de cursar o ensino médio, e desde cedo quis trilhar o caminho da esperteza.

Conhecido em seu bairro e adorado por inúmeros círculos de contatos, por se um bom animador de festas e um grande "pagador de rodadas de cerveja", o jovem fez sua fama nas comunidades da cidade onde vive.

Um dia, um grande amigo de Tião sugere a ele que se candidate a um cargo legislativo. Tião aprova a idéa.

Mesmo sendo semi-analfabeto, "Tião do Batidão" se candidata para o cargo de Deputado Estadual. Em seu lançamento de candidatura, durante o horário eleitoral, ele não faz absolutamente nenhuma proposta concreta, mas levanta o ânimo dos eleitores cantando músicas de sua autoria.

Tião milagrosamente é eleito. Vai legislar e representar os interesses políticos e legais de seu estado pelos próximos 4 anos. Mesmo sem ter a mínima idéia das obrigações das quais será encarregado. Ele provavelmente nem sequer sabe o que um deputado faz...

"Viva a festa da democracia!"
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PARTE III

O Dr. Rivaldo da Silva Antunes, profissional competente, com diploma de nível superior, especialista em sua área de trabalho, ex-advogado, com mais de 10 anos de preparação, interpreta e executa com competência e precisão as leis.

Estas por sua vez, são (mal)escritas e (sub)desenvolvividas por Ernesto Sebastião de Albuquerque, o vulgo "Tião do Batidão", deputado estadual semi-analfabeto, eleito pela suprema e democrática vontade do povo (alienado).

Alguém mais aqui notou alguma coisa errada nesta história?

"Brasil, um País de Tolos!"

25 setembro, 2008

E viva a criatividade...

É por essas e outras que vou fazer publicidade:

15 setembro, 2008

Estrela do Mar + Meu Primeiro Amor

"Um pequenino grão de areia
Que era um eterno sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
Imaginou coisas de amor
Passaram anos, muitos anos
Ela no céu, ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pode com ela se encontrar"

"Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade
É que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar"

"Meu primeiro amor
Tão cedo acabou, só dor deixou
Nesse peito meu
Meu primeiro amor
Foi como uma flor que desabrochou
Logo morreu
Nessa solidão sem ter alegria
O que me alivia são meus tristes ais
São prantos de dor que dos olhos caem
É por que bem sei quem eu tanto amei
Não verei jamais"

"Saudade palavra triste quando se perde um grande amor
Na estrada longa da vida eu vou chorando a minha dor
Igual uma borboleta vagando triste por sob a flor
Teu nome sempre em meus lábios irei chamando por onde for
Você nem sequer se lembra de ouvir a voz desse sofredor
Que implora por teu carinho, só um pouquinho de seu amor."
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Sim, são duas músicas diferentes que estão como se fossem uma só aí em cima. Minha mãe costumava cantar pra mim quando eu era criança. Ando com saudades de casa. Sei que isso não é pertinente aos demais leitores do blog, mas eu estava precisando fazer uma homenagem aos meus pais: Amo vocês!

Estou com saudades de casa...

Porque Odeio: Hipocrisia

Por mais que existam muitos entusiastas, e otimistas de plantão, nós somos de fato um país preconceituoso. Sim, e não adianta alegar que existem campanhas de conscientização fortes nos veículos de mídia, e nem que nossas leis sofreram diversas mudanças em prol de tornar a prática do preconceito algo criminoso. Somos de fato, não somente preconceituosos, mas hipócritas.

Tomemos como exemplo as Olimpíadas de Pequim. Claro, você já deve estar mais do que cansado de ouvir críticas acerca da antítese, que foi sediar um evento, símbolo da democracia clássica, em um país totalitário. A China é adepta do "comunismo" de capital aberto, que apesar de não democrático, poderia ser encarado apenas como um modo de produção diferenciado. Algo aceitável. Mas o país também é um poço de contradições no que diz respeito a direitos humanos e liberdade de imprensa (e política, e de expressão, etc...). Sediar as olimpíadas na China foi, no mínimo, uma piada de mal gosto. Mas esse é apenas o começo deste tópico...

Tomemos então o assunto em pauta: as Paraolimpíadas. Ora, por que o destaque massivo dos veículos de imprensa brasileiros (alguém disse internacional?) sobre os eventos esportivos deveria seguir um modelo de apartheid? É fato que as escassas, e suadas, medalhas brasileiras em Pequim, oriundas das conquistas de atletas "não-deficientes" (e como odeio este termo!), tiveram maior impacto na contagem de nossas vitórias olímpicas. Mas, e os nossos deficientes? E os cegos, aleijados, amputados e outros, desprovidos minimamente de instrumentos, que jamais deveriam ser considerados como desqualificadores por sua ausência? Por que não destacar suas vitórias com mais ênfase? Não seriam eles os maiores campeões? Os recordistas "deficientes", que com suas "deficiências" (que acabaram por lhes classificar em outras categorias) venceram desafios maiores do que seus conterrâneos?

Paraolimpíadas. Somos medalhistas com orgulho, mas ainda assim medalhistas sem destaque. As transmissões ao vivo acabaram. Pouco se fala, pouco se sabe.

Confesso que estou com um sentimento de iminência. Medo talvez. Estaríamos nós assumindo o modelo da China? Estaríamos dando importância maior uns em detrimento de outros? Um comunismo (pois todos têm sua chance) desigual (pois as chances são diferentes)?

Ou talvez, nas próximas olimpíadas, ao invés da Inglaterra, deveríamos ter como sede a Coréia do Norte? E mudar as denominações de nossos atletas para: Deficientes e Indeficientes?

10 setembro, 2008

Campanha contra a Usura



Assim como o Caverna Comulot e dezenas (ou seriam centenas?) de outros blogs, o Astronauta aderiu à campanha "Usura Não".

Para entender melhor, entrem no site Treta e dêem uma olhada na matéria.

03 setembro, 2008

De molho...

Tou viajando, volto semana q vem. Assim que chegar apago esse post e trarei 4 novos posts pro Astronauta.

Abraços a todos

26 agosto, 2008

Dê valor ao que tem

"Mais vale um pássaro na mão, do que bosta de pombo na cabeça..."

Coloquei essa frase no meu orkut por brincadeira, mas depois me dei conta de que ela faz muito mais sentido do que aparenta. Bem, do que adiantaria inúmeras idéias que resultam em merda, do que atos pequenos que nos concedem algo palpável e vivo.

Incrível como uma metáfora cujo intuito é gerar algumas risadas, quando analisada refletivamente pode admitir um caráter sério. Ainda que continue sendo uma piada.

Hehehe... meu próximo passo será avacalhar com outros ditados...

23 agosto, 2008

Dê uma de espelho!

"Muitas vezes o único destino é o próprio caminho."

Compare essa frase com máximas da filosofia grega, da religião cristã, das filosofias orientais, com as linhas evolutivas dos seres vivos, da sociologia e antropologia, e dos métodos experimentais científicos.

16 agosto, 2008

Simbologia é tudo!

Clique na figura para ampliá-la e você vai entender perfeitamente como escolheram o ícone destas Olimpíadas.


Fonte: Mídia Independente

15 agosto, 2008

Conto: Anseio

A sensação não se assemelhava a nada no mundo. Nada estava à sua altura. Nenhuma saudade de amores perdidos; nenhum passado remoto soterrado por eras; nenhuma história encravada em pedras; nenhum conto de fadas de livros empoeirados... Não havia parâmetros capazes de medir a nostalgia sentida por Iiel; ao menos, não naquela existência.

Vislumbrar seu lar em sonhos. Sua família perdida. Tudo que um dia abdicara em troca de algo que atualmente abominava: viver para sempre. Não em sua forma plena, as sim como um remedo do que fora um dia.

Mesmo sabendo que um dia todo o céu viria a cair, e que todas as estrelas se apagariam para sempre, Iiel escolhera o tolo destino de ver A Vida definhar como uma folha seca diante de seus olhos. O mesmo destino triste e desolador fadado à Entidade que o seduzira. “A solidão eterna deve ser o castigo por se violar a vontade do mundo...”, como costumava consolar-se, décadas atrás.

Iiel invejava os Deuses. Por mais poderosos que fossem, mesmo estes tinham suas eras, seus auges, seus tempos. Uma vez ignorados, definhavam no silêncio do esquecimento rumo a um fim indolor...pleno. Este por sua vez, acometido por uma sensação que pensara ter sido privado pela ausência de sua alma, se amaldiçoaria para sempre.

E por este motivo usava uma máscara. Para esconder de seu coração apodrecido o reflexo da face que um dia possuíra. Para nunca mais vislumbrar o rosto daquele, que por livre arbítrio, escolhera a solidão eterna. A servidão eterna à suas próprias memórias pesarosas.

Para fugir de uma dor que nenhuma palavra do mundo conseguiria definir, o underi selou sua própria face em um túmulo de marfim. Desta forma, mesmo que por acidente, não olharia em seus próprios olhos outra vez.

Tudo para esconder de si mesmo algo que jamais conseguiria ignorar: Iiel queria morrer.

08 agosto, 2008

Parece Ironia

Como são as coisas, né? Alguns anos atrás, a Rede Globo fez o maior alarde com uma série de notícias sensacionalistas sobre crimes envolvendo os jogos de RPG ("Role Playing Games", no original, ou simplesmente Jogos de Interpretação de Papéis). Os fatídicos eventos que ficaram conhecidos como "Caso Guarapari" e "Crime de Ouro Preto". Para muitos que desconheciam o RPG, graças ao papel estúpido e alienante da mídia, os jogos ficaram conhecidos de modo infame como "jogos satânicos", de pessoas loucas ou de criminosos.

Os impactos sobre os jogos de interpretação foram tão grandes, que alguns estados chegaram a cogitar a proibição do comércio destes, mesmo havendo a comprovação posterior de que o RPG não teve envolvimento algum com nenhum dos crimes. Para limpar a imagem do hobby, revistas, sites e editoras especializadas iniciaram uma campanha de conscientização contra a infâmia do jogo, mostrando os inúmeros benefícios comprovados dos RPG's na educação, no desenvolvimento da criatividade e na socialização de seus jogadores. As iniciativas de maior impacto foram as da Editora Daemon, da Fundação Ludus Culturalis, do portal Rede Rpg e da Revista Dragão Brasil. Mas como ambos eram veículos especializados, o alcance de sua influência sobre o público geral, previamente mal-informado pela televisão, foi pequeno.

Mas o panorama nacional sofreu uma reviravolta interessante nos últimos tempos. A Rede Record de televisão tornou a falar dos jogos de RPG novamente, desta vez de uma forma curiosa: através de sua novela de ficção e fantasia "Chamas da Vida", na qual um dos personagens (Guga) é jogador de RPG e apresenta o jogo para outros personagens. Outro ponto positivo à favor do hobby é a matéria publicada na edição 0214, de agosto, da revista Nova Escola, que fala sobre a utilização do RPG como método de ensino para disciplinas como história e ciência.

Não é de hoje que tais iniciativas benéficas em prol do hobby e de seus benefícios são tomadas, muitos jogadores veteranos conhecem títulos como O Desafio dos Bandeirantes e GURPS Império Romano, jogos voltados ao aprendizado através de fatos históricos. Mas é um avanço inédito podermos ver este tema publicado em mídias não-especializadas. Para que outros públicos alheios ao jogo possam conhecer os inúmeros benefícios que esta diversão pode trazer.

Acredito que finalmente estamos vencendo o preconceito que a irresponsabilidade da mídia causou anos atrás. E o mais curioso de tudo, é que esta vitória tem seus alicerces na própria mídia.

E você? Já jogou RPG?

Links relacionados:
-
Leia na íntegra o pronunciamento da Deputada Janete de Sá (PSB) sobre o "Caso Guarapari".
- Carta aberta à mídia, da Editora Daemon.

07 agosto, 2008

Achados da Zumbologia - Parte 1

Retornando do marasmo internético do mês de julho, das terras de Macapá, donde os buracos surgem espontaneamente e não existe governo, nem prefeitura e nem internet banda larga, resolvi trazer algo zumbífico pra vocês... Algo bem a cara de todo o estado do Amapá! Fujam por suas vidas!


Jogo: The Last Stand 2
Descrição: Pra quem curte cidades infestadas de zumbis este jogo em Flash é um prato cheio. O objetivo aqui é justamente o mais clássico e óbvio de todos os filmes e jogos baseados no gênero: sobreviver. Proteja sua barricada, mate todos os carniçais invasores, colete novas armas, procure por sobreviventes e mude de cidade sempre que necessário. Não é exatamente um exercício que vai te preparar para uma (im)possível infestação de mortos-vivos, mas que é divertido, isso é!
Avaliação do Público: 4,35 / 5 - Site Oficial
Avaliação Pessoal: "Gostei!"

Fonte: www.newgrounds.com

25 julho, 2008

Valeu...

"Duro é ser humano, dividido em partes separadas, no mundo..."

"Duro é o ser humano, dividido em partes, separados do mundo..."

"Duro é ser, humano dividido em partes, separadas pelo mundo..."

- 25/07/08, Dia do Cisma dos Irmãos

Boa viagem mano! Que tudo dê muito certo aí em Londrina.
Te amo cara!

23 junho, 2008

Gandalf guarda de trânsito

Enxame

Piada pura!

Fuçando na internet via Google (por onde mais...?) me deparei com diversas fotos e montagens sobre a campanha de extermínio aos emos. Impossível não rir dessas bagaças...

Eis algumas pérolas:


"Se ema é bicho, emo é bicha." - Autor desconhecido.

Tradutor: Português-MiGuXeiTor (a língua das criaturas)

Confissões de um Emo (video hilário!):

19 junho, 2008

Fato no Tucupi

Blog novo na área, estou como colaborador e redator: Fato no Tucupi!

Sobre curiosidades da região norte! =]

15 junho, 2008

"Saiba que eu te amo!"

Esta postagem é dedicada à todas as pessoas que eu amo. Todos aqueles que fazem parte da minha vida e que, muitas vezes mesmo sem saber, acabam me fazendo sorrir de forma carinhosa quando penso em vocês. Esta mensagem é dedicada ao meu pai e minha mãe, que mesmo longe de mim sempre velam pelo meu sono sem poder me dar boa noite pessoalmente. É dedicada ao meu irmão, que em 2 anos de convivência me ensinou coisas que sozinho eu jamais aprenderia em uma vida toda.

Dedico à minha namorada Manuella. Com quem tive as maiores e mais importantes descobertas deste tortuoso caminho que nos trouxe à vida adulta. À Manu, ou Manucitah, que me ama com todos os meus (muitos) defeitos.

Dedico à Vevê, o anjo que Deus colocou na minha vida, mas que eu menos tenho contato. Dedico à minha irmã que não posso ver sempre que quero, mas em quem penso todos os dias, querendo ter perto. Minha pequena amada, à quem gostaria de ouvir mais, e ter mais o que ensinar.

Dedico aos meus amigos, os sinceros e os oportunos, os masculinos e as femininas, os eternos e os passageiros, os suportáveis e os agradáveis. Os essenciais e os efêmeros. À todos e todas.

Por fim, dedico aos meus parentes com quem sempre poderei contar; aos meus avós, à quem a distância me priva; aos meus animais, que sem dizer uma só palavra conseguem falar a língua de Deus...

Dedico uma mensagem singela e minimalista, às 03:44 da madrugada, em plena segunda-feira: Eu amo vocês.

Sim, por mais auto-ajuda que pareça, ou mesmo uma mensagem sentimentalista, existem alguns momentos em nossa vida - quando estamos sentindo uma necessidade iminente de nos expressar - em que verter lágrimas em meio à linha tênue, que divide a solidão da saudade e a melancolia da ansiedade, não é o bastante. É preciso dizer isso para todos...

Acredito que seja apenas um desabafo...

Àqueles que compartilharem este pequeno momento comigo, muito obrigado.

11 junho, 2008

As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian

Inaugurando uma (outra...) nova seção do Astronauta das Marés, "Por detrás das câmeras" trará, todas as quartas-feiras, uma nova sinopse e avaliação de um filme recente dos cinemas. Esta seção é o fruto de uma parceria com o site JA Filmes, do ator e diretor paraense Joaquim Araújo, e contará com textos exclusivos cedidos gentilmente ao blog.

Um grande abraço para a equipe do JA Filmes e para todos os leitores do Astronauta das Marés!


Título Original: The Chronicles of Narnia: Prince Caspian
Direção: Andrew Adamson
Roteiro: C. Markus, A. Adamson e S. McFeely
Duração: 147 minutos
Gênero: Aventura

Geralmente quando é lançado um filme infanto-juvenil em Hollywood, os produtores fazem de tudo para abocanhar uma grande parte do público, criando uma história simples e leve para que possa ter censura. E depois que faz sucesso, vem a continuação. E muitas vezes, mais rica e amadurecida.

Assim aconteceu com a saga do menino bruxo (Harry Potter) e agora com o mundo de Narnia. “As Crônicas de Narnia e o Príncipe Caspian”, dirigido pelo neozelandês Andrew Adamson, é sem dúvida um filme mais maduro e consistente em todos os sentidos.

Na história, as crianças continuam crianças, porém, após a primeira experiência em Narnia, eles começaram a perceber coisas que antes não conheciam. E sentem saudade, mas tentam se acostumar novamente com a vida real. Enquanto isso, na terra de Aslam centenas de anos se passam e Narnia se transforma quando é dominada pelos seres humanóides, os telmarinos, que baniram todos os seres fantásticos do lugar.

Mas como em todo tirania há os conflitos internos (e como em todo filme tem o mocinho e o vilão), o herdeiro legítimo do trono, o príncipe Caspian (Ben Barnes), é forçado a fugir do reino após seu tio tentar matá-lo para roubar a coroa. No meio da floresta, durante a fuga, ele encontra com os seres mágicos, que obviamente irão ajudá-lo a enfrentar o tio e recuperar o trono em troca de terem seu lugar novamente em Narnia. (qualquer semelhança com “O Rei Leão” é mera coincidência).

Em meio a tudo isso, os irmãos Pevensie são trazidos magicamente de volta a Narnia para ajudar em mais uma batalha entre o bem o mal.

Clichês na história a parte, temos que lembrar que este filme é uma adaptação do clássico do mestre C.S Lewis, logo, não é uma história comum. O roteiro, dessa vez, também é mais profundo, proporciona alguma reflexão, mas ainda é focada na aventura épica, dessa vez, mais grandiosa também.

Em “Príncipe Caspian” tudo está melhor do que em “Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”. A fotografia bem mais sombria, o clima bem mais apropriado para a história, a trilha, o elenco e principalmente a direção. O que antes se tornava simplório de mais e infantil demais (com direito até a Papai Noel entregando presentes), agora tem outra atmosfera, com um acabamento mais trabalho.

É claro que o filma ainda é voltado para o público infantil. Mas o medo de ofender as crianças com cenas mais “violentas” acabou. As batalhas continuam sem sangue, porém, são bem mais “sanguinárias”, como direito a espadas no coração e corpos espalhados pelo chão.

Destaque especial também tem que ser dado a equipe de efeitos especiais. Milhões de dólares com certeza foram gastos só para criar as criaturas, monstros e elementais, com destaque para as águias guerreiras e o senhor das águas (o Poseidon do filme).

“As Crônicas de Narnia e o Príncipe Caspian” é um bom filme e conseguiu recuperar a credibilidade da série, que já havia sido perdida com o primeiro longa. O filme lembra em vários momentos a trilogia “O Senhor dos Anéis” e as comparações são inevitáveis. Porém, as crônicas não chegam nem perto da grandiosidade da saga anel, mas vale a pena assistir. Se continuar assim, quem sabe um dia eles não consigam ser como Tolkien e o Anel. Falta muito, mas com certeza estão pelo caminho certo.

Por: Joaquim Araújo
Fonte: JA Filmes

A Esquina

Me pediram uma esquina...
Sugeri um cruzamento!
Insistiram na esquina...
Ofereci duas vielas e uma rua modesta - paralelas, claro!
Disseram que só podia ser uma esquina...
Entreguei uma praça, quatro ruas e uma avenida de mão dupla!
Disseram que era preferência da maioria, a tal esquina...
... fiz até um metrô!
Protestaram!
Tinha que ser uma esquina...
Desisti... atendi ao pedido...

Criticaram-me... Disseram que eu não era original; que meus horizontes se limitavam a poucas idéias; que eu me sujeitava a pressões muito facilmente...

É a vida...

09 junho, 2008

Manipulação Midiática



O quadro Soletrando do programa Caldeirão do Huck trouxe uma polêmica recente acerca de uma possível manipulação do resultado final do embate. A paranaense Thafne teria sido ludibriada por Luciano Huck, para que o mineiro Éder fosse o vencedor do desafio. No vídeo é possível notar que o próprio Éder nota seu erro de soletragem, enquanto a cena de Thafne deixa claro que o apresentador à confunde de propósito.

Lamentável...

07 junho, 2008

O mais uma do pai de Mafalda

Como são as coisas, né? Quino é genial!

02 junho, 2008

Personalidade da Semana: Cristovam Buarque

Olá pessoal! Depois de um bom tempo sem atualizar o Astronauta estou de volta com uma nova seção (sim, outra!), a Estampas de Selos, que trará todas as semanas (hahaha...até parece...) uma personalidade importante de nosso país. Serão políticos, artistas, personagens fictícios, cientistas, e o que mais vier pela frente. Sempre brasileiros!

E começando com chave-de-ouro, temos o Senador Cristovam Buarque, um grande ícone da política nacional e defensor ferrenho da educação! =]
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Nome: Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque.

Idade: 64 anos.

Ocupação: Professor da Universidade de Brasília e Senador do Distrito Federal pelo PDT.

Histórico: Graduou-se em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1966. Na época, envolveu-se com política estudantil, sendo militante da Ação Popular, grupo ligado à Igreja Progressista de Esquerda. Após o golpe militar de 1964, devido às perseguições da ditadura, seguiu para um auto-exílio na França, onde obteve o doutorado em Economia pela universidade de Sorbonne, em Paris, em 1973.

Entre 1973 e 1079 trabalhou no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tendo ocupado postos no Equador, em Honduras e nos Estados Unidos. Nos anos seguintes, foi reitor da Universidade de Brasília (o primeiro por eleição direta, após a ditadura militar), governador do Distrito Federal, ministro da educação e candidato à Presidência da República no ano de 2006 pelo PDT, tendo o senador Jefferson Peres como vice-presidente. Atualmente é senador da república, tendo sido eleito com o maior número de votos que já foi dado a um político no Distrito Federal.

Também é autor de dezenas de livros, tem inúmeros artigos publicados e foi consultor de diversos organismos nacionais e internacionais no âmbito das Nações Unidas (ONU). Presidiu o Conselho da Universidade para a Paz da ONU e participou da Comissão Presidencial para a Alimentação, dirigida pelo falecido sociólogo Herbert de Souza. Também atua como membro do Instituto de Educação da Unesco.

Curiosidades: Durante debate ocorrido no mês de Novembro/2000, em uma Universidade, nos Estados Unidos, o Professor da Universidade de Brasília e Senador pelo PDT/DF, Cristovam Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, esta foi a primeira vez em que um palestrante determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:

“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado”.

“Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país”.

“Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida”.

“Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa".


Mais Informações: Site do Senador

27 maio, 2008

2 cabeças duras

"Nós não batemos muito bem da cabeça...
e provavelmente, deve ser isso que nos mantém juntos e felizes...
contra tudo e todos...
ainda que eu não saiba definir o “tudo” e “todos”...
mas você me faz sorrir e rir...
ainda que nas horas mais impróprias, e eu sei que você não entende a dimensão de quanto isso é bom...
se você for parar para pensar, não dá pra acreditar...
e no fim é só o mundo real mesmo...
e confesso que é um mundo real muito bom...
nesse tempo todo...
debaixo de chuva e sol...
e tudo isso numa conjugação de muita chuva e sol...
foram e são momentos maravilhosos...
ate os mais singelos..."

- Texto de Manuella Dias Araújo (em 13/05/08), um dos anjos que Deus colocou na minha vida.

23 maio, 2008

Comunidades do Orkut

Um convite aos visitantes do Astronauta da Marés:

Comunidade "Penso, logo EXISTE!" e Comunidade "Mais simples do que parece..."

Um abração! =]

20 maio, 2008

Conto: Edgar

Edgar suspirou profundamente. Ao longe, o pôr-do-sol jazia esplêndido, irradiando uma claridade laranja rajada, colorindo em listras irregulares o profundo céu anil de outono. A brisa, cálida e silenciosa como o afago de uma nereida, permeava o ar com aromas familiares, fazendo vir à tona lembranças de um passado distante e plácido. Uma época dourada donde os céus eram mais azuis e a relva mais macia; uma infância alegre; uma paixão adolescente; os pais que os anos roubaram; tempos de paz. Uma sensação de nostalgia e saudade, profunda como o mais fundo dos mares, de súbito preencheu seu coração calejado pela vida. Por mais que a era em que vivesse fosse repleta de dificuldades, o experiente anão jamais se sentiria desconsolado por problemas tão pequenos.

– Grande de verdade é a força que molda o mundo! – como costumava dizer sua mãe. – O amor meu filho! O amor pela vida e por tudo que há nela!

Edgar sorriu. Lembrar-se de sua mãe em geral lhe trazia uma pontada aguda no peito, mas agora, por algum motivo que não soube explicar, o carinhoso rosto materno embaçado em suas memórias o fez sentir-se forte. Como se uma paz quase divina preenche-se sua alma por completo. “O amor por todas as coisas...” murmurou, sentindo o vento suave acariciar seus cabelos e sua longa barba.

Foi quando, por um ínfimo segundo em meio à confusão que lhe atormentava nos últimos anos, tivesse acordado para uma verdade muito maior do que àquela que lhe era visível. E ali sozinho, lembrando-se de seus pais; lamentando não ter aproveitado o passado glorioso de uma felicidade ingênua, que nunca mais retornaria; chorando, gritando, sorrindo e cantando por dentro; sempre em silêncio; Edgar entendeu o quão simples era o mundo, o quão frágeis eram os homens, e o quanto era difícil amar. Mas ainda assim, o anão que fora marcado pelo tempo tal qual uma rocha é esculpida pelas ondas, sentiu algo inflar em seu eu, apagando os vestígios de seu ego. De seus medos e suas limitações.

Edgar finalmente entendeu o que era o amor.

Então, mesmo sem notar, seus olhos lacrimejaram. Não via um espetáculo tão belo em séculos. Talvez, pensou por um instante, jamais tivesse visto algo assim. Ao menos nunca daquela forma.

Não com os olhos de Deus.

19 maio, 2008

Pra quem curte RPG e humor escrachado...

O blog A Esquina dos Mundos voltou à ativa, trazendo material dos Reinos de Bundhamidão! Mas eu postarei sobre diversos assuntos relacionados à rpg e jogos eletrônicos lá. Pra quem gosta vale a pena conferir!

Abraços

18 maio, 2008

Dia Curioso

Hoje vi:

"Uma geleira chorar,
Um descrente orar,
Um deus sofrer,
O sonho, um morto, velar."

E ainda dizem que os mundos de fantasia não combinam com poesia.

12 maio, 2008

Novidades II

Além do BlogBlogs, o Astronauta está hospedado também no VerveEarth, um dos maiores sites de hospedagem de blogs do mundo. Em breve o Caverna Comulot estará lá também!

Estamos nos internacionalizando... =p

Manda a empregada passar!

Nova seção do Astronauta: Destinada exclusivamente a fotos (engraçadas de preferência). Uma foto por dia...

Novidades

Passei na primeira prova de estágio do MPF PA. Agora só falta a entrevista. Na primeira fase eram aproximadamente 100 pessoas concorrendo, agora são 20 e poucas para uma vaga. Vamos ver se minha lábia resolve a situação. Tomara que meu padrinho me dê uma força.

07 maio, 2008

O Pastor de Tartarugas

“O Pastor de Tartarugas via nos olhos de cada um a estagnação de uma vida inteira. E por isso ele amava tanto as tartarugas: por sua simplicidade. Sem pressa para a vida, aproveitando cada segundo; com uma barreira natural que protege seu corpo e sua alma. Sem terem que fingir serem fracas ou fortes demais”.

“Ele amava as tartarugas e desprezava os homens. Talvez, por serem tão diferentes destas, talvez por serem tão parecidos e negarem que o são...”. - A Caravana

Pescotapa Mortal

"Muito chique aquele trabalho, né Zé?"

06 maio, 2008

O Farol

"O maior e mais profundo medo do homem é a escuridão e os pesadelos que nela se escondem". - Inscrições dos portões do Farol de Atol

04 maio, 2008

Movido à gasolina

É engraçado como existem pessoas que dão extremo valor a coisas fúteis. Nós seres humanos somos, sem sombra de dúvida, criaturas dependentes de distrações, de entretenimento, de coisas "kitsch" (do alemão, algo cômodo desnecessário). Gastar parte do tempo e do dinheiro com filmes, jogos, livros, roupas, viagens e inúmeros outros bens de consumo não é luxo, é um conforto... Mas existe um limite que delineia ambas as categorias.

Um de meus amigos anda me surpreendendo ultimamente. Não que eu não soubesse que ele adora carros tunados, mas nunca tive idéia da dimensão do fanatismo dele. Oras - você deve estar pensando - convenhamos, quem nunca quis ter um carro rebaixado (ou aumentado), com pintura personalizada, faróis mais fortes, uma roda de Aro "X", e por aí vai... Talvez todos nós já sonhamos com isso um dia. Talvez até mesmo em trabalhar com isso. Mas creio que muitos dos leitores sabem que carros tunados não são prioridades na vida de ninguém. Ninguém maduro pelo menos, ou que não trabalha no ramo.

Um certo amigo, que obviamente não direi o nome, pensa diferente. Para ele, que vive a dizer que enfrenta dificuldades financeiras, gastar MUITO dinheiro com um carro modificado, que bebe combustível como uma draga de petróleo, é uma prioridade. Não que ele tenha um... ainda! Mas seu empenho financeiro é este. Nada de pensar no empenho dos estudos, no emprego como prioridade ou na família e nos amigos. Um carro com motor de avião, para andar nas ruas esburacadas do norte do país, que faça 4 km com 1 litro, com turbo-nitro-etc, que solte faíscas da traseira, que empine quando arrancar, cujo motor ronca mais que um urso-metaleiro-assustado e que seja unicamente destinado à rachas por um punhado de notas de 100, é tudo.

Não importa se o preço da gasolina só aumenta, o carro faz 4km com 1 litro e o motor poluirá o ar como uma carvoeira. Não importa se existem modelos simples e econômicos com motor 1.0 disponíveis no mercado, com preços acessíveis. Nem se a cidade em que ele mora mal tenha asfalto. Nem se correr pra apenas para impressionar as outras pessoas, e provar que é melhor que os outros, seja um desvio de comportamento classificado como auto-afirmação e complexo de inferioridade. Nem se o custo de manutenção de peças antigas é altíssimo. Tudo o que importa é que ele QUER o carro.

Existe o hobbie, o entretenimento, a diversão. Coisas normais, saudáveis, necessárias. E existe a fixação por algo fora da nossa realidade, algo inviável, que não condiz com nossos padrões financeiros e regionais. Uma perda de tempo, dinheiro e esforço que poderia ser mobilizado para algo útil. Mas para algumas pessoas isso não importa. O que importa é fugir das obrigações, responsabilidades e dificuldades.

Apenas ilusões movidas à gasolina.

25 abril, 2008

Estado de espírito

"O ódio é o amor insano..." - Lázaro

24 abril, 2008

Transforme seu teclado em guitarra

E para avivarmos as chamas do Rock & Roll, mesmo que de maneira hilária, o Tide Astronaut Arcade desta semana traz pra vocês um dos poucos jogos em Flash que faz o jogador levantar da cadeira. Confira!


Jogo: Super Crazy Guitar Maniac Dlx 3
Descrição: Guitar Hero e Rock Band são dois jogos inovadores que fazem muito sucesso em diversos consoles. Mas existem muitos gamers que infelizmente não tem acesso à videogames caros ou aos controllers especiais criados para estes jogos. Por esse motivo foi criado o SCGMD3, para proporcionar àqueles que tem computador (com configuração mínima para rodar jogos em Flash) a experiência de misturar rock com videogame. Apesar do gráfico cômico, o jogo é muito divertido. E não se esqueça de procurar as versões 1 e 2 (com as melhores músicas, na minha opinião) do jogo, no mesmo site.
Avaliação do Público: 4,33 / 5 - Site Oficial
Avaliação Pessoal: "Hehehehe!!"

Fonte:
www.newgrounds.com

TCC = Trabalho pra Cagar o Curso

Sim, o título está correto, não escrevi "sem querer"! Descobri que essa porcaria só tem uma única finalidade: atrapalhar a vida das pessoas.

TRÊS semanas atrás entreguei meu pré-projeto (de 15 páginas) para o meu orientador que, segundo ele mesmo, não manja lhufas do meu tema. Não que eu seja um suicida masoquista, até tentei trocar de orientador... Mas minha faculdade deixa muito a desejar em vários aspectos...

Acontece que o prazo para a entrega dos pré-projetos termina nesta segunda-feira e, ontem, o filho-da-puta do orientador chega pra mim e fala: "Li ONTEM o seu pré-projeto e descobri que você vai ter que alterar quase tudo. A justificativa não está clara, o objetivo está confuso e a problemática está muito detalhada e indireta. Além do que, as referências bibliográficas não estão muito boas. Andei pesquisando um pouco do seu tema e descobri que existem autores melhores para se utilizar! Refaça e me traga nesta sexta-feira..."

Puta que o pariu! Entreguei o material TRÊS SEMANAS ATRÁS! Ele me diz que leu ONTEM e que eu tenho dois dias pra desenvolver outro! E ainda, sem conhecer o tema, fala que a bibliografia que ele mesmo recomendou é ruim... E que vou ter que torrar mais uns R$ 100 em outros livros...

Dá licença pessoal, mas acho que um professor destes merecia umas boas porradas de um tacape cheio de pregos, não é?

Ah, e o blog é meu, quem achar ruim meu desabafo que vá pro inferno e me deixe em paz.

17 abril, 2008

Dúvida cruel

"Os homens são anjos corrompidos? Demônios arrependidos? Ou macacos evoluídos?"

- O Réquiem do Abismo, Capítulo VII: Intenções Indecifráveis.

15 abril, 2008

Enigmas I

Encontrei uma comunidade do orkut chamada Bionética (que não sei o que significa exatamente, mas que renderá um ótimo post para o Disse o Nário) especializada em charadas e enigmas. Pelo menos assim me pareceu...

O fato é que sempre fui bom nisso e, pra aquecer os desafios de lá, bolei alguns enigmas. Vamos ver se algum visitante do Astronauta se prontifica à decifrar:

1) "Existo sem existir; ocupo sem ocupar; se a luz em mim refletir, o Nada vais enxergar" - O que sou?

2) "No primeiro dos irmãos resido; no silêncio das manhãs vigoro; no sono dos filhos resôo; no alto das torres eu moro" - O que sou?

- Mnemônico, criatura estúpida! - Disse o Nário...

Mnemônico: Derivado de Mnemósine, a titânide (um tipo de divindade) da Memória, filha de Urano e Gaia e irmã de Cronos. Segundo o poeta grego Hesíodo (Teogonia, 32, 38), ela seria onisciente, conhecendo "tudo aquilo que foi, tudo aquilo que é, tudo aquilo que será". Sendo também a mãe das nove Musas.

O termo é utilizado para designar algo relativo a memória, embora possua duas derivações semelhantes, com diferentes significados:

- Mnemônica: É uma técnica auxiliar de memorização, baseada, na maioria das vezes, em formas verbais. Baseia-se em formas simples de memorizar maiores construções, criando associações para que a mente humana memorize conteúdos extensos sob a forma de caracteres simples.

- Mnemônico: É o nome dado para uma família de códigos operacionais que realiza múltiplas tarefas semelhantes em um processador.
______________________________________________________________________________

Cá entre nós, esta técnica de memorização mencionada é aquela em que se memoriza um único radicais (ou até 3 consoantes seqüenciais) para lembrar de termos similares. Outra forma de memorização eficiente e inovadora, muito criativa por sinal, é a pictografia mnemônica, como a utilizada no livro Kanji Pictográfico, neste caso destinada ao aprendizado da língua japonesa.

Obs: Este post foi dedicado à Camila Barbalho, que além de minha amiga, declarou-se fã da desta seção de curiosidades lingüísticas. Valeu pela força! =]

08 abril, 2008

No dos outros é refresco!

A chuva em Belém está aumentando proporcionalmente ao índice de dengue no Rio de Janeiro. O número de doentes morrendo na fila do SUS em São Paulo cresce de forma diretamente proporcional ao índice de desmatamento da Amazônia. A prostituição infantil no Nordeste é estritamente relacionada às propriedades depredadas pelo MST nos estados do Centro-oeste.

Estimativas falsas? Sem dúvida! Mas a incompetência e falta de compromisso das autoridades não são!

Faça algo, mesmo que seja apenas barulho!
Participe da Campanha: "Meta o pau na retaguarda do governo! Por um Brasil onde o ativo é você!"

Por que está na hora dessa pornô-política ir dar em outra freguesia...

Conto: Armada

Centenas de setas incandescentes rasgaram o límpido céu azul, rumando impiedosamente em direção às muralhas de Belforte. Ceifando em um piscar de olhos a vida de dezenas de soldados, que mantinham posto sobre as plataformas elevadas, acima do portão principal. Estes, apesar de saraivados continuamente, se mantinham firmes; rígidos em suas posições, crentes de que se o comando para uma retaliação ainda não fora dado, é por que ainda não era chegada a hora de reagir. E por isso morriam...Serenos, tranqüilos, com a certeza de que sua missão havia sido cumprida. Por hora, serviriam de semblante da notória firmeza e da devoção absoluta das tropas de seu reino. Morrer já não era uma vergonha, mas sim uma condecoração silenciosa e esperada em suas ambições.

Ansiaram a vida inteira por este momento...

O efeito então, ocorreu exatamente como o esperado: seus inimigos, perplexos, sentiam no âmbito de sua própria alma um temor repentino, misturado a uma dose incompreensível e incômoda de inveja e assombro. De súbito, muitos destes largaram suas armas, e em meio ao pavor e ao desespero de uma guerra sem motivos, puseram-se a chorar. Em parte, por finalmente compreenderem a falta absoluta de necessidades para seus atos. Em parte, por saberem que no fundo de suas almas, não possuíam tamanha resolução e fé quanto àqueles que matavam. Em parte, porque não queriam e não saberiam morrer.

Mas já era tarde. Em um segundo repentino, que parecera séculos, o comando fora dado. Por detrás das fileiras vazias, semeadas por centenas de mortos, surgiu um batalhão imensamente maior de guerreiros; desta vez, dispostos a matar.

E das muralhas de Belforte, cravejadas com setas ardentes, partiu uma tempestade laminada. E aqueles que há pouco choraram, vislumbraram o céu azul pela última vez.

03 abril, 2008

Tide Astronaut Arcade

Como o videogame dos meus sonhos ainda não existe, o lendário "SuperMegaMaster-Wiidrivestation 360 DS BoxAdvance Entertainment System" (vulgo: Chambolhostation 3), tenho que me contentar com jogos de PC em formato Flash. O que de certo modo não deixa de ser algo bom...

Por este motivo estou inaugurando o Tide Astronaut Arcade (porque jogos eletrônicos TEM que ter nome em inglês... é tradição!); trazendo todas as semanas um link para um jogo novo e de qualidade.

E por que não começar hoje? =]


Jogo: Portal: The Flash Version
Descrição: Jogo extremamente criativo. Tem como objetivo levar o personagem até o final das fases, utilizando portais móveis de teletransporte. No começo parece complicado, mas a jogabilidade logo se torna intuitiva, embora o nível de dificuldade dos enigmas aumente gradativamente.
Avaliação do Público: 4,34 / 5 - Site Oficial
Avaliação Pessoal: "Gostei!"

Fonte: www.newgrounds.com

26 março, 2008

Perfil de Escritor... =p

Aeee, agora tenho um espaço "semi-meio-que-quase-beirando-o-profissional". É no Recanto das Letras, um site destinado a escritores.

Quem sabe agora eu não decolo? Heheuheuhe...

A propósito, em relação às novidades compareci a um bate-papo com os cartunistas Laerte e Angeli, no I Salão de Humor da Amazônia, com direito à foto e tudo mais. Depois posto aqui!

E também tive um texto publicado na revista de rpg Dragonslayer. Tudo bem que não é graaaande coisa, mesmo porque fui apenas colaborador, mas uma resenha de livro já deve valer alguma coisa pro currículo... E lembrando que já tive dois textos publicados no site deles!

Abração pessoal!

18 março, 2008

Conto: Corações Roubados

- Muito bem senhores. Acredito que isso é tudo, por hoje! – desdenhou o jovem cigano com um sorriso maroto no rosto. – Se quiserem ter o prazer de jogar cartas comigo novamente estarei aqui amanhã, durante a noite. – Exclamou de modo calculado, para não criar revolta em nenhum dos presentes, muitos dos quais (agora) sem dinheiro; e assim garantir o ímpeto de revanche nos derrotados ao seu redor.

Miguel sabia que era assim que as coisas funcionavam. Arrancava-se tudo, mas deixava-se a esperança. Não apenas nos jogos, mas em todas as circunstâncias da vida de um modo geral; ao menos na dele. Essa era a política do “Dito e Feito”, um modo inteligente de levar os outros a fazerem o que se almeja, sem que estes sequer saibam que estão sendo manipulados. E novamente, graças à lábia do esperto apostador, funcionara tão bem quanto o esperado.

A noite havia sido proveitosa. Uma dúzia, ou mais, de nobres arrogantes e tolos, tentando se passar por exímios apostadores e estrategistas, caíram no tradicional erro de desafiar o “pobre” trapaceiro que se fazia de iniciante. Ficaram à mercê das condições alheias; fato que rendera uma quantia respeitável de dinheiro para o cigano.

Este que agora se prostrava em pé, retirando-se de modo ironicamente cortês da mesa de jogos. Se despedindo com o máximo de discrição. Miguel havia ganhado a noite, e eram inúmeros os motivos para se comemorar: sonhos de grandeza, sucesso, liberdade plena.

No dia seguinte teria de se submeter ao trabalho árduo e irracional que sua servidão lhe rogava, suportando insultos e humilhações provindas de um senhorio indolente e estúpido. Acordando de uma ilusão festiva, e deparando-se com a realidade sólida de condenado. Até lá, sonharia o quando pudesse...

Foi quando a porta da taverna se abriu em um rangido incômodo. E de seu arco velho surgiu uma figura estranhamente familiar. Um homem (ou o que ao menos todos os presentes julgaram ser um) encapuzado, robusto e alto, atravessou o hall de entrada em passos largos e ritmados, e postou-se do outro lado da mesa onde ocorreram os jogos. Frente a frente com Miguel. Ignorando os demais derrotados do local.

Foi quando, segundos após sua entrada, falou em alto e bom tom: - Aposte toda a riqueza que acumulou aqui nesta noite, e mais toda a que surrupiou secretamente dos bolsos dos fracassados no recinto... E quem sabe, se arrisque a conquistar um ano de alívio para seu coração prisioneiro! – a comoção geral foi abafada por um silêncio tenso, embora um ou outro nobre tenha revistado seus bolsos.

Miguel tremeu por dentro. Sentiu que a noite havia lhe reservado uma surpresa ainda maior. Mesmo que o estranho tivesse apostado um único dia de seu coração prisioneiro, o jovem cigano teria a convicção de que poderia apostar até cem vezes o ouro que acumulara. Mesmo que perdesse, arriscar já valeria a pena.

E caindo no mesmo truque que utilizara contra inúmeras pessoas ao longo de sua vida, viu-se envolvido com uma aposta que não podia negar. Se deixando manipular pela política do “Dito e Feito”. Ficando à mercê das condições alheias.

Afinal, tudo tinha seu preço. E Miguel era um apostador...

Pensamento Pró-Fundo

"Rico mata a fome, pobre a fome mata" - Thiago B. Funfas

16 março, 2008

13 março, 2008

Viva a nova geração! Viva a nostalgia renascida!

Estou eu ouvindo música e subitamente a lista de reprodução do CD acaba... Resolvo apelar para algo menos pop e mais nerd: abro a pasta de trilhas sonoras de videogames. Confesso: sou um "Gamer" convicto. Amo videogame!!! Adoro jogar, conhecer a história de jogos, descobrir segredos, encontrar os bugs dos jogos, quebrar records, ouvir músicas remixadas das gerações antigas, e por aí vai... Mas não é pra menos: o mercado de entretenimento digital não se restringiu à agradar apenas novatos (leia-se: crianças com videogames recém adquiridos); as empresas querem mais!

Atualmente, se analisarmos com raciocínio crítico, é fácil notar que os preços de produção e consumo dos games superam a média da faixa de preço de "brinquedos". Um homem adulto, entre 26 e 35 anos, que jogou clássicos das primeiras gerações dificilmente sentirá que ficou "esquecido" pela indústria, e é ainda menos provável que este consuma os consoles da nova geração visando seus filhos/sobrinhos. A indústria do entretenimento digital hoje supre todos os nichos: um Playstation 3 é uma máquina muito cara, voltada para os fãs aficionados (hardcores) que adotaram o hobbie durante a infância e adolescência e acompanharam sua evolução até as novas gerações. Estes, agora empregados e auto-suficientes, podem pagar mais caro e por melhores máquinas, para ter novas experiências.

Já o público mais novo se vê abarrotado de opções. Videogames de todas as marcas, capacidades, interatividades, tamanhos e focos de jogos. Um paraíso do entretenimento.

Isso sem contarmos os benefícios para a formação dos jovens. Pois, para aqueles que não sabem, inúmeros estudos de fontes confiáveis e internacionais já comprovaram (e MUITO!) os benefícios que a prática de jogos pode trazer; tanto na formação motora e reflexiva, quanto na velocidade de raciocínio e no desenvolvimento de capacidades lingüísticas e de solução de problemas - claro, se houver moderação, como tudo na vida.

Aliado à estes fatos, tanto do nicho suprido quanto dos benefícios do hobbie, ainda há o fato de que a indústria dos games já supera Hollywood em matéria de lucro: fatura US$ 13,5 bilhões anuais, contra US$ 9,5 bilhões dos estúdios de cinema. Um investimento que realmente vale a pena...

Como último ponto, vale ressaltar que nunca houve tantas universidades oferecendo cursos para criação e desenvolvimento de jogos... Minha mãe que me aguarde... =]

Concluindo: o que era uma "coisa de criança", hoje se tornou uma atividade lucrativa inegável, que abrange todas as faixas etárias e que alavancou a indústria cultural.

Resta aos veteranos como eu, além de apreciar as maravilhas das novas e progressivas gerações, aquela velha sensação de nostalgia, o sonho de um dia participar da criação de um jogo, e a certeza de que a imaturidade está nos atos e nos pensamentos; e não no gosto por um hobbie tão bom quanto qualquer outro!

10 março, 2008

Amigdalitofobia

Não sei se existe esta doença, mas eu devo ter contraído. Febre alta, frio intenso, dor no corpo, um cansaço sobrenatural e a garganta rasgando de dor. Dá lhe anti-inflamatórios, anti-térmicos, vitamina C, e por fim, anti-biótico - porque quando a doença infecciona, não se deve brincar.

Carne de porco? Manteiga? Chocolate? Bebida gelada? Camarão? Tudo proibido!

Foi um fim de semana desagradável e entediante. Mas eu sobrevivi! A dor continuará por uns dias, mas a febre já passou. O temor de se pegar outra dessas é que vai durar um tempo...

Resta, no entanto, uma única e aterrorizante dúvida: seriam estes os primeiros sintomas de uma tal Síndrome Respiratória Febril?

Eu duvido! Hehuehuehuehue...

Abraços pessoal!

27 fevereiro, 2008

Trompete Humano



Incrível!!!

As Etapas do Aprendizado

Ano retrasado, ao estudar metodologia e semiótica, desenvolvi uma teoria acerca da aquisição de conhecimento. Embora ainda existam muitos tópicos à serem aprimorados, acredito que a base desta idéia possa servir de subsídio para um estudo mais aprofundado.

Estou postando o texto aqui por um segundo motivo, também: para abrir a mente daqueles que vierem a acompanhar a seção Sofia do Funfas, pois falarei de muitos assuntos controversos (religião, filosofia, sociologia, hermetismo, etc) e estarei aberto à opiniões, críticas e perguntas diversas (desde que estas não sejam inflamadas e/ou preconceituosas).

ETAPAS DO APRENDIZADO


Informações acerca das etapas:
1- Têm-se como informação todo e qualquer conceito, idéia, possibilidade e conhecimento. Não importando o modo como foram adquiridos.
2- Entende-se por aprendiz, todo e qualquer indivíduo em processo de aquisição de conhecimentos e informações. De modo consciente ou não.
3- Embora costume ocorrer de modo sucessivo, e na ordem em que aparecem aqui, as diversas formas de se aprender muitas vezes acabam por excluir ou alterar a ordem das etapas. Não sendo regra que um aprendiz precise passar por todas.
4- O aprendizado aqui descrito é uma generalização do processo de aquisição de informações, e da criação de repertórios humanos. Tal processo não é uma via de regra, embora se mostre funcional.

Disposição

Para que se ocorra a aquisição de um novo conhecimento, o aprendiz deve se dispor a entrar em contato com a doutrina e as informações apresentadas. Caso, ocorra uma falta de disposição por parte deste, as etapas subseqüentes serão mal aproveitadas ou mal interpretadas.
Neste caso, as informações não serão devidamente absorvidas do modo mais proveitoso. Embora sempre ocorra a possibilidade de acontecer uma passagem despercebida por esta etapa, uma vez que esta não precisa necessariamente ser consciente. Um exemplo prático é o eventual desinteresse de alunos por informações ministradas em sala de aula. Estes, por mais que não estejam presos conscientemente ao assunto, em sua maioria absorvem passivamente algumas informações e, ficam de prontidão para captar algo que lhes interesse. As eventuais fisgadas de atenção.

Apresentação/Introdução
Etapa que não ocorre em todas as formas de aprendizado, ao menos não explicitamente, como é o caso do Insight. Caracteriza-se pelo momento/instante do contato inicial com a informação. Quando esta se faz mostrar-se superficialmente. Semioticamente é considerado como o instante da Primeiridade, onde se dá a percepção inicial do conhecimento, e as reações de imediato por parte do individuo. Seja esta a de recusa, de compreensão inicial, de aceitação e curiosidade, etc.

Negação
A etapa mais rara de se ocorrer, embora seja uma que, caso compreendida e levada adiante, amplifica a capacidade do aprendiz de entender conceitos novos, e de aprofundar estes. Consiste-se na retenção do conhecimento prévio acerca das informações semelhantes à recém adquirida; através de um “esquecimento” temporário do que se sabe sobre o tema, para que se tenha uma melhor compreensão das novas informações. Através desta, os bloqueios naturais e conceituais que o individuo tem, acaba por cair por terra, ou são temporariamente negados, de forma a permitir que a informação seja completada sem a intervenção de “filtros”.
Pode ocorrer em todos os tipos de aprendizado.

Aceitação/Suposição
Inversa à negação, mas ocorre apenas com o novo conhecimento. Ocorre quando o individuo aceita a informação desconhecida como “temporariamente” verdadeira, de modo a poder vislumbrar sua compreensão. Nesta etapa ainda não ocorre (ou ao menos não deveria ocorrer, para uma melhor compreensão) a intervenção do senso crítico. Desta forma tem-se a integridade do conhecimento novo sem sua filtragem prévia.
Facilitando assim a compreensão de sua essência integral.

Reflexão
A etapa que se caracteriza pela ação do senso crítico individual. Embora DEVA ocorrer em todas as formas de aprendizado, muitas vezes se mostra ausente em processos não-subseqüentes às etapas de Negação e Aceitação; como é o caso das “informações e verdades” conduzidas por determinados indivíduos, mídias e/ou grupos religiosos.
É nesta etapa, a mais fundamental do aprendizado consciente, que o individuo recorre à suas capacidades mentais referentes à lógica, à experiência de vida e aos conceitos pré-formulados acerca do assunto em questão. De modo a filtrar o que considera útil e funcional na informação recém descoberta.
Semioticamente é considerado como o instante da Secundidade, caracterizado pela reação.

Assimilação e Compreensão

Depois de ocorrida a reflexão das informações recém adquiridas, passa-se à etapa da assimilação do conteúdo que o filtro crítico deixou trespassar. Este conhecimento é (ou ao menos deveria ser) absorvido pelo aprendiz no mesmo instante em que é compreendido. E após esta assimilação dá-se o processo de compreensão do conhecimento. Neste ponto, o que foi aprendido passa a ser processado e “refinado”, fazendo com que ocorra um entendimento da informação assimilada.
Sendo importante destacar, que mesmo quando o aprendiz não se dispõe a aprofundar seu conhecimento acerca da informação, este cria uma noção básica de sua funcionalidade e aplicação, ainda que em seu subconsciente.
Esta etapa nem sempre ocorre de forma integral e/ou imediata. Muitas vezes sendo legada como penúltimo ou antepenúltimo processo.

Conciliação e Compreensão
Inicia-se aqui o que, semioticamente, é conhecido como fenômeno da Terceiridade. No qual a informação assimilada, após sua compreensão e reflexão, passa a fazer parte do repertório pessoal do aprendiz. Este novo conhecimento é então anexado ao conhecimento prévio do assunto, através de uma conciliação das informações. No caso de não ocorrer uma conciliação e um “encaixe”, reinicia-se a etapa de reflexão, desta vez acompanhada do conhecimento prévio.
Caso ocorra de a informação nova ser a única relacionada ao contexto, esta passa, após uma reflexão, a integrar a base do repertório do individuo.

Aplicação
Determina a validade do conhecimento. Caso não exista uma utilidade óbvia por parte deste, é possível que o subconsciente mantenha-o por um tempo indeterminado. Embora a sua aplicação desenvolva as capacidades relacionadas à informação.
Se o conhecimento não se mostrar verdadeiro/útil/benéfico este pode, de modo consciente ser descartado, reformulado, ignorado ou mesmo transformado em exemplo de algo à NÃO ser seguido.
Neste caso o aprendizado ainda ocorre, mas o que viria a ser uma informação funcional dentro de uma ação, passa a ser uma informação reativa. Istoé, preventiva contra conhecimentos de mesma natureza.
A etapa da Aplicação é a continuidade do fenômeno semiótico da Terceiridade: o planejamento e o uso, após o contato e a reação.

Disseminação
Embora não seja uma etapa do processo de aprendizagem em si, destaca-se o fenômeno da Disseminação devido à natureza inerente ao ser humano de divulgar o conteúdo de seu repertório; e dividir grandes cargas de informações. Seja devido o ímpeto de auxiliar os demais, seja graças à pressão do conhecimento, ou mesmo devido à obrigação.

Por Matheus Bueno de Bueno Funfas

Face-Funfas®

Eu estava guardando esta postagem para a semana que vem, mas não pude conter a ansiedade! Eu vos apresento: a Escala Avaliativa Ultimate Face-Funfas® - que apesar de ter sido criada originalmente para avaliar obras musicais, servirá como medidor de qualidade para filmes, livros, jogos, HQ's e o que mais puder ser avaliado!

A Escala Avaliativa Ultimate Face-Funfas® utiliza uma tecnologia de ponta, aprovada e desenvolvida com o máximo que um controle de qualidade confiável pode oferecer (criada em casa, por sinal; e em 10 minutos!).

As avaliações e seus significados são, respectivamente:

1- "Do car@#%$!!!" --- Incrível
2- "Hehehehe!!" ------- Ótimo
3- "Gostei!" ------------ Bom
4- "Que sono..." -------- Monótono
5- "Haja saco!" -------- Ruim
6- "Creeeedo!!" ------- Sofrível
7- "Arrrrgh!!!" --------- Horrendo

TCC

Nada mais difícil do que escolher um tema para se falar durante um ano, não é mesmo? Bom, já escolhi o meu... e infelizmente farei sozinho (na faculdade que estudo os projetos experimentais podem ser feitos até mesmo em trios).
O tema é surpresa por enquanto, mas logo comentarei um pouco sobre ele...

Ah, e a partir desta semana que vem o blog terá cara nova...

E não é só bafo dessa vez heim! =p

23 fevereiro, 2008

Sorrir é mais fácil...

...quando se tem dentes. Quem me conhece sabe muito bem que gosto - e uso com freqüência - desta frase; principalmente na internet. E, embora eu sempre use esta frase com uma pitada de humor, hoje me dei conta de que ela realmente tem mais sentido do que eu imaginava. Um sentido claro e cada vez mais arraigado à nossa natureza como homens: a de que precisamos de subsídios para sermos felizes.

Sabe, em um daqueles meus conflitos existenciais "esporadicamente-rotineiros", me dei conta de que estou/estamos sempre em busca de algo além de minha/nossa própria essência para satisfazermos meu/nosso ego. Algo além... algo fora de nossa constituição biológica, psicológica, moral, filosófica e religiosa do que podemos ser. Sempre queremos ser e ter aquilo que nos é impossível. Ou pelo menos aquilo que sabemos não sermos capazes de alcançar... não dentro de nossos limites contextuais.

Criamos barreiras intransponíveis para justificarmos o medo de errar - e por que não o de tentar, também? E quando finalmente caímos na real, nos damos conta de que não estamos plantando nada para a colheita da vida.

Sobre este tema, penso que a forma mais coerente para se discorrer acaba tangenciando alguns estudos herméticos e algumas curiosidades. Como o fato de que alguns ramos da filosofia oriental afirmarem que a vida só começa após os 50 anos, o que há antes dela é o período de plantio dos frutos que colheremos enquanto desfrutamos dela.

Outro ponto de vista sobre o mesmo assunto, desta vez citando uma das 7 Leis Herméticas, é o de que "Tudo o que está em cima é como o que está em baixo", ou seja, a equivalência de capacidades e potenciais é diretamente proporcional em todas as coisas. Portanto, o que está "em cima" - Deus, ou o Todo, ou qualquer outra denominação para o grande uno, e conseqüentemente, para as respostas e soluções das questões que nos assolam - existe em igual potencial dentro de nós mesmos. Mais uma vez citando os orientais, lembre-se do cumprimento "Namastê", que significa: "O Deus que está em mim saúda o Deus que está em você".

Ora, o que está no céu é o mesmo que está em cada um de nós. O potencial para mudar o mundo (o nosso mundo!), a capacidade divina de fazer as nossas próprias escolhas, o livre arbítrio; todas estas máximas residem no local mais óbvio, porém menos explorado, o possível: dentro de cada um. O céu é formado por energia e matéria, estas que, embora reorganizadas de diferentes formas e com variadas funções, também constitui o ser humano, "O que está em cima é como o que está em baixo". Cada humano com o potencial absoluto não explorado... e pensar que ainda procuramos respostas fora de nós...

Atentem-se que as soluções não estão nos dentes e nem na colheita do futuro, mas sim no próprio ato de sorrir e nas sementes que plantamos. Sorrir realmente pode ser mais fácil quando se tem dentes, mas lembre-se que TODOS temos dentes, podemos até mesmo deixar de cuidar deles e, eventualmente vir a perdê-los, mas estes ainda são inerentes à nossa pessoa. Dentes, não dentaduras. Em você, e não fora de você.

Acredito que a felicidade é diretamente proporcional ao auto-conhecimento. Mas tenho que discordar que a vida comece apenas aos 50 - seria uma verdadeira perda de tempo. E sejamos sinceros... devemos nos fazer o favor de lembrar mais vezes que temos uma boca - e um EU - repleta de dentes. Só nos resta aprender a sorrir...
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Bom, é engraçado como ao terminar de escrever este texto, estou sentindo como se houvesse ensinado algo a mais para mim mesmo... espero que talvez tenha servido de algo para aqueles que o lerem.

22 fevereiro, 2008

Cartão Corruptativo

Convenhamos, simplesmente não haveria outro destino dessa empreitada absurda que não fosse o uso do $$$ público com "particularidades". Fazendo uma análise até mesmo preconceituosa (porém extremamente citada em piadas, pois é da cultura popular): o que acontece se você entrega um cartão de crédito com altíssimo limite, lembrando que todo este seria destinado ao pagamento de contas essenciais para a sua casa e seus negócios, a um filho de 16 anos (creio que esta seja a idade mental de nossos representantes no poder) sem o menor senso de responsabilidade/compromisso/bom-senso?

Era de se esperar que uma iniciativa destas, que é no mínimo burra (alguém falou corrupta?), tivesse dado errado.

Bom... A sutil diferença neste caso... É que eu realmente acredito que nenhum pai, dotado de plenas faculdades mentais, entregaria a algum filho retardado (no sentido pejorativo, e não no médico/científico) todos os valores disponíveis para o subsídio de uma nação... Algo que nós, brasilianos (porque brasileiro é contrabandista de Pau Brasil), fizemos...

Jovens de 16 anos? Certamente que não! Filhos da puta? A maioria sim! Mas eu prefiro parafrasear Gabriel, O Pensador: São os Filhos da Pátria... Que pariu...

Apenas humanos, oras!

“Pois somos apenas humanos, oras.
Primatas de calças e sapatos.”
Jogamos fora os ossos, pedras e fezes,
E fazemos de bombas, a marca de nossos atos.”

“Não precisamos respeitar nossas diferenças,
E nem compreender nossos desagrados,
É só dizimar bilhões com dinheiro e armas.”
Pois somos apenas humanos, oras.
Primatas de calças e sapatos.”

- O Réquiem do Abismo, Capítulo II: Retrógrada Revolução.

- Utopia, meu caro energúmeno! - disse o Nário...

Utopia: Do grego οὐ, "não" e τόπος, "lugar", portanto, o "não-lugar" ou "lugar nenhum". A palavra foi cunhada originalmente para designar um lugar/civilização imaginária perfeita e sua consta do livro homônimo, de Thomas More (1480-1535). De acordo com versões históricas, More fascinou-se com as narrações extraordinárias de Américo Vespúcio, sobre a recém avistada ilha de Fernando de Noronha, em 1503. O escritor teria decidido, então, criar uma história sobre um lugar perfeito, que existisse na mesma época (1516), embora paralelamente ao mundo real.

Atualmente o termo é utilizado de forma mais abrangente, servindo para designar toda e qualquer forma de perfeição fantasiosa e impossível de ser alcançada.
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Cá entre nós, o nome verdadeiro do livro é Optimo Reipublicae Statu deque Nova Insula Utopia, que em português ficaria: Sobre o melhor estado de uma república e sobre a nova ilha Utopia. Mas como o título é muito grande, o livro é mais conhecido apenas por Utopia.

10 fevereiro, 2008

Resultados da Pesquisa

Recentemente realizei uma pesquisa de opinião aqui no Astronauta (bem simplória, tenho que confessar...) para descobrir quais os tipos de postagens que mais agradavam os leitores. Eis o resultado:

- Contos e Crônicas (71%)
- Filosofia e Ocultismo (42%)
- Curiosidades e Humor (42%)
- Experiências Pessoais (28%)
- Política e Notícias (14%)
- Resenhas e Previews (14%)
- Links Externos e Downloads (0%)
- Ciência e Tecnologia (0%)

Vou fazer o possível para o resultado ser válido!

Abração

O último grande filho

"Ao acordar num dia escuro, clamando apenas por um nome,
Não entende, nem aceita; a sina de ser o último homem."

"E ao gritar a plenos pulmões,
Compreende o quanto é tolo,
Pois vida não se arranja com dinheiro,
E companhia vale muito mais que ouro."

"Não houve mais a voz de Deus,
Ou se a ouve, a ignora...
E não havendo no que (se) ater
Desola o mundo afora."

"E ao partir num cinza escuro, do verde claro a esmo esvai...
Caçando cores em revistas, e amores em jornais.
Enfadonho em sua jornada, alheio à humanidade.
Contando cada mil pecados, tão bem legados às cidades."

"As ruas antes preenchidas,
Os carros soltos sem padrão,
Sentidos vagos, luz escura,
Letreiros podres de néon."

"Um dia todos estiveram, onde hoje não estão...
Pois consumiram suas carnes, ou venderam sua nação.
Ninguém rumando em canto algum,
Sombras como companhia,
Homens, mulheres, cães, crianças,
Vestígios da noite, para o dia."

"E sozinho finalmente morre...
Em silêncio; pedindo perdão.
O último grande sonho,
O último grande erro,
O último filho de Adão..."

- O Réquiem do Abismo, Capítulo XXI: O Dia Escuro.

01 fevereiro, 2008

A Síndrome do Cisma

Pra variar, após tempos sem atualizar o Astronauta, venho até vocês pedir desculpas por minha falta de assiduidade. Realmente não tive cabeça pra escrever nas últimas semanas, mas espero que esta tendência mude. Ainda hoje, se meu tempo permitir, postarei um texto de uma das novas seções do blog. Esperem e verão.

Mas por agora, segue abaixo o post diário; um tanto quanto sinistro, devo dizer...
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Síndrome Respiratória Febril. Este é o nome do mal com o qual sonhei hoje. Já faz alguns dias que ando presenciando situações estranhas e, de certo modo, tendo experiências sensoriais desagradáveis: barulhos na cozinha de casa, cheiro de comida apodrecida dentro do meu quarto, vultos no corredor, pesadelos... Mas sinceramente, por mais que isso pudesse gerar discussões de caráter psicológico, espiritual ou mesmo filosófico, não é este o propósito deste texto; ao menos não desta vez.

Quero falar do pesadelo; da doença.
De acordo com as informações científicas, divulgadas na "mídia onírica" (infelizmente não lembro a emissora...), a Síndrome Respiratória Febril (ou Febrile Respiratory Syndrome) é uma doença viral pandêmica incurável, transmissível através das vias aéreas. Causada por um retrovírus, a doença caracteriza-se por um constante estado de febre baixa (aproximadamente 38ºC), graças a uma incessante produção de substâncias pirogênicas (como a interleucina); fazendo o enfermo sofrer com uma deficiência energética constante graças ao metabolismo alterado. A infecção seria de fácil disseminação e demoraria alguns dias para se manifestar.

O problema, no entanto, seria justamente os sintomas pós-contágio. Como todos sabemos, a febre pode se intensificar caso o metabolismo do enfermo venha a ser alterado bruscamente, e isto inclui a prática de atividades físicas e a constante incidência direta de luz solar. Submeter-se à estes riscos, obviamente, poderia causar a morte; forçando milhões de pessoas, no mundo todo, a alterarem absolutamente seus relógios biológicos, jornadas diárias de trabalho, alimentação, e prática de trabalhos "braçais".

Eu poderia ter acordado e, simplesmente, ter esquecido este sonho esdrúxulo. Mas não pude deixar de imaginar qual seria o pior acontecimento que viria a seguir: o cisma social. Oras, basta raciocinar: subitamente, metade da população da terra é acometida de uma doença que, se não for estritamente controlada e medicada, pode levar à morte. Remédios funcionariam à curto prazo, mas poderiam intoxicar os organismos ainda mais. Restava então uma reforma em toda a estrutura da sociedade: os febrís, ou piréxicos (do grego, pyretos), deveriam abandonar as atividades que exigissem esforço físico (sob o risco de falecerem) e, em diversas regiões do mundo, teriam que restringir seu horário de atividade para os períodos de baixa temperatura. Trocando em miúdos: parar de fazer grande esforço e trocar a noite pelo dia.

O que se segue? A dissolução da estrutura social humana!
1-Desemprego massivo: o mercado de trabalho não estava preparado para uma alteração tão brusca.
2-Conflitos: faltarão recursos medicamentosos.
3-Depressão: a mudança brusca de rotina, de serviços, de modo de vida, trará implicações psicológicas graves.
4-Discriminação: haverá o medo dos "sãos" em contrair a doença e, portanto, haverá preconceito para com os enfermos. Duas castas surgirão: os hélio-térmicos, forçados à subsidiar quase todas as atividades que exigem grande esforço, além das exclusivamente dependentes do sol (como a agricultura); e os febrís, que deverão se adaptar à vida noturna, exercendo atividades intelectuais.

Possivelmente haverá agremiações, leis inteiramente novas (Estatuto dos Piréxicos?), cotas para faculdades e concursos públicos, empregos destinados a somente um dos grupos, etc...

Sempre pensei que talvez uma doença, seja ela a Síndrome Respiratória Febril ou qualquer outra, viria, um dia, a trazer o fim da humanidade. Graças ao pesadelo de hoje mudei de idéia: doenças como esta seriam apenas um subisídio para a discriminação social. O fim da humanidade é a própria limitação do pensamento humano...