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22 abril, 2013

Cadeia


O que te faz pensar ser alguém superior?
O que te faz pensar ser alguém?
O que te faz pensar ser?
O que te faz pensar?
O que te faz?
O que te?
O que?
O?
O

16 abril, 2013

Haikai 1


Elaborei meu primeiro haikai guilhermino! Gosto do minimalismo existente nesse tipo de forma poética.

Deu menos trabalho do que pensei, por isso acredito que há algo de errado nele. Apontem se houver algum erro na composição.

Liberdade Onírica

Sonho. Alma liberta,
que sóbria, vaga só.
E logo desperta.

11 março, 2013

Desabafo Midiático

Posso parecer ingênuo, mas confesso que sinto um prazer sutil e infantil ao desligar a tv ou mudar a estação do rádio quando inicia a transmissão de alguma porcaria como BBB ou músicas de Michel Teló e cia.

Gosto de imaginar que em algum computador imenso dentro da emissora existe uma luzinha minúscula que se apaga e que os grandes veículos de mídia, que ganham milhões de reais explorando lixo cultural, perdem alguma coisa com a minha recusa de audiência.

Eu sei, esse tipo de ação é ingênua, imatura e sem efeito, mas ainda assim funciona como um protesto pessoal e solitário em prol de um pouco de decência e bom gosto.

28 fevereiro, 2013

Ainda não curte a Esquina?

Ainda não curte a Esquina dos Mundos no Facebook?

Que tal resolvermos esse probleminha clicando abaixo?




18 fevereiro, 2013

Frase da semana

"Na imensidão silenciosa de um mundo ilusório, não há sentido que faça sentido."

Platinum


No livro haviam dragões e fadas, cavaleiros e caravelas, fantasmas e piratas, monstros feios e moças belas. E enquanto a história era contada, o quarto do menino reluzia à luz das velas.

Ele forçava e tentava. Sorria e chorava. Pedia e implorava. Mas por mais que quisesse, Platinum jamais sonhava.

Ouvia o pai terminar histórias, o livro se fechar; e o beijo de boa noite, em sua testa estalar. O quarto ficava escuro, os narradores iam embora, o mundo perdia as cores, e então chegava a hora.

O jovem de olhos claros e mente afiada, sentia os pensamentos vagarem rumo ao nada. E os sonhos... Que sonhos? Tardavam e não vinham. Nem sequer os pesadelos... Não sabia pra onde iam.

Enquanto todos os garotos sonhavam em profusão. Nas noites vagas de Platinum, ressoava a solidão. Os relatos coloridos, as noites de poesia, os mundos divertidos e os milagres da magia.

"Todos pó", pensava. E de si sentia dó.

"Mas um dia vai sonhar", falava o pai. "É só se esforçar um pouco mais."

Mas não iria, ele sabia. Nascera pobre de alegria.

Um menino condenado à viver acordado. À sonhar em sonhar, sem nunca ter sonhado.

- 19/02/2013

02 fevereiro, 2013

Infinito


"Que raça formidável é esta de humanos. Legítimos paradoxos. Uma raça imatura, de deuses adormecidos e crianças prodigiosas.

Esquecem que suas vidas finitas são as terrenas, que suas mentes capazes são limitadas, que seus feitos históricos são mundanos. Ainda assim vivem como centros do universo.

Humanos não lembram de sua origem. Não se dão conta de que a mesma energia que os anima é a mesma que incendiou corações de estrelas. Que sua matéria já queimou em sóis, e que sua água já deu vida à incontáveis gerações de biomas. São o divino em sua forma mais plena, criadora e destruidora, limitado à um horizonte pequeno, mas expansível. Se superestimam no micro, se subestimam no macro. Homens não sabem o que são.

De fato, a nossa é uma raça formidável. Alienada, mas buscadora. E assim o será para sempre.

Pois somos todos, mesmo como protagonistas, meros espectadores do infinito."

- Indecifrável Mundo Novo, do testamento do Astronauta das Marés