Seções

Mostrando postagens com marcador Coisas e Causos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coisas e Causos. Mostrar todas as postagens

01 abril, 2011

O "novo velho" Zelda


A Nintendo anunciou ontem, em uma nota em seu site, rumores e imagens do próximo jogo da série The Legend of Zelda, que sucederá o novíssimo Skyward Sword, desenvolvido para o Nintendo Wii. Ainda não se sabe para qual plataforma o jogo será lançado, mas as imagens mostram novamente Link como protagonista, desta vez extremamente envelhecido e sério.

O release da empresa dá a entender que o jogo será uma continuação dos eventos vistos em The Legend of Zelda: Ocarina of Time, e que mostrará acontecimentos futuros em uma Hyrule sombria, na qual o demônio Ganon conseguiu triunfar. O título divulgado, ainda que provisório, é Zelda no Densetsu: Nenrei no Teki, que poderia ser traduzido para algo como "A Lenda de Zelda: O Inimigo das Eras". Mas muitos posts em sites especializados intitularam o jogo de The Legend of Zelda: A Link to the Future, em homenagem ao jogo de SNES de nome semelhante.

Acredita-se que o jogo seguirá uma temática mais adulta e que, pela primeira vez, permitirá aos jogadores controlarem outro personagem que não o herói. A empresa também divulgou a possibilidade de um modo multiplayer online, mas não confirmou como esta interação afetaria a história do jogo.

As imagens renderam um número tão grande de comentários, nos fóruns do site japonês da empresa, que a página teve que ser retirada do ar por motivos técnicos.

Apesar de a Big N ainda não ter se pronunciado publicamente sobre o jogo, muitos portais de games estão comemorando a notícia como um "sinal de amadurecimento" da série, levando a crer que a empresa tem interesses em focar-se também no público menos casual.

Se Link está a cara do Sean Connery, imagine como está a Zelda e o Ganondorf.


Fonte: IGN

31 março, 2011

O Conceito de Herói - Uma análise sobre os 50 de Fukushima


Desde que li, pela primeira vez, sobre os 50 de Fukushima, há duas semanas atrás, pensei muito sobre como os exemplos dos outros seres humanos nos influenciam no dia a dia. Hoje resolvi pesquisar mais sobre este conceito, que tanto abrange nossos sonhos infantis, quanto nos serve de ideal para realizar um mundo melhor no futuro: nossos heróis.

Herói - Segundo o dicionário virtual, Uol Michaelis, a palavra herói (sm) deriva do grego héros, e serve como uma denominação para os descendentes dos deuses e semi-deuses do período pré-homérico.
O mesmo termo, no entanto, também serve para designar os indivíduos que ficaram eternizados na história após cometerem um feito de sacrifício e provação em busca de um grande feito.
Por fim, uma outra interpretação abrange todo indivíduo que se destaca dos demais conterrâneos ao tornar-se o protagonista de uma determinada história, ou por possuir algum tipo de habilidade que o distingue dos demais.
Estas são definições etimológicas e com base literária, mas se analisarmos através da sociologia e da semiótica, podemos encontrar algumas informações ainda mais pertinentes sobre este conceito.
São eles:
O Herói de Guerra
Este talvez seja o arquétipo mais associado ao conceito de heroísmo na sociedade moderna. Devido à influência da cultura norte-americana sobre o mundo, explicitamente belicosa graças à suas origens anglo-saxônicas, e a popularização dos elementos de sua cultura, a sociedade moderna associou a figura do herói ao indivíduo que confronta os "inimigos da nação" em busca de um ganho maior para o seu próprio povo.
Este traço em particular é facilmente notável tanto no forte apego dos estadunidenses para com seus militares, sempre encarados como lutadores da justiça e da paz (mesmo que dentro de um ideal deturpado e alienado de maniqueísmo), como na cultura pop americana: filmes, quadrinhos, jogos de videogames, músicas e propagandas anti-terrorismo.
Apesar de resgatar a ideia original de que o indivíduo que se torna um herói é aquele que confronta as ameaças de sua nação/crença/ideal político, este tipo de caracterização é perigosa, pois tende a ser unilateral e a encarar todos aqueles que não se encaixam no arquétipo como inimigos a serem combatidos.

O Representante de Interesses

Categoria onde se encaixam a maioria dos representantes políticos e econômicos que promoveram algum tipo de benefício para um grupo de indivíduos. Neste caso, aqueles que foram beneficiados pelas medidas adotadas, tendem a defender e idolatrar (mesmo que de forma meramente ilustrativa) os representantes de seus interesses.
Um exemplo clássico é o caso do ex-presidente Lula, no Brasil. Que tornou-se um representante mundial da política de subsistência das camadas sociais mais pobres, tento estas iniciativas bons resultados à longo prazo ou não.
Nestes casos, entende-se por herói aqueles que toma as iniciativas que atendem (ou pretendem atender) os interesses daqueles que não possuem poder ou influência para alcança-los. Infelizmente, apesar deste arquétipo muitas vezes ilustrar pessoas reais, tal transposição de responsabilidade pode acabar por relegando toda a responsabilidade de mudança social para um único indivíduo, desmotivando as iniciativas coletivas de mudança e evolução da sociedade.

O Exemplo de Ideal
Caso típico dos ícones de idolatria adotados por religiões e cultos religiosos. Este arquétipo abrange os indivíduos (ou forças ideológicas) que representam a máxima de um determinado conjunto de crenças e/ou dogmas.
Os casos mais famosos são os próprios profetas e líderes das grandes religiões, como Cristo, Maomé e Buda, que reúnem todas as virtudes necessárias para ilustrar o ideal defendido e disseminado por suas respectivas religiões e seguidores.
Neste caso, o herói é aquele que personifica os exemplos de qualidades à serem seguidas por aqueles à quem inspira. Ele se torna um exemplo de perfeição. No entanto, apesar de esta ser supostamente uma boa característica, este tipo de herói acaba por criar um afastamento de sua imagem para com seu público, uma vez que seres humanos comuns são passíveis de falhas e desvios de comportamento. 

O Humano Estóico
Por fim, o tipo mais plausível de herói é aquele que abrange o conceito de sacrifício individual, para o bem coletivo, sem que haja o conflito com seguidores de outras doutrinas, sem que este reúna qualidades virtualmente impossíveis para um ser humano, e que seus exemplos sejam facilmente praticáveis por qualquer indivíduo com uma certa dose de coragem e/ou determinação.
Nesta categoria, em geral, incluem-se os líderes familiares e/ou comunitários que mobilizam a si mesmos e àqueles sobre quem tem influência a modificarem sua realidade particular de forma construtiva.
Um exemplo prático, e deveras emocionante, pode ser observado atualmente com o desastre nuclear  japonês, conseqüência do tsunami causado por um terremoto, no dia 11 de março de 2011. Após a destruição de alguns reatores nucleares da usina de Fukushima, o governo tenta desesperadamente conter os vazamentos atômicos, afim de minimizar os efeitos de uma catástrofe iminente.
Em meio à esta tragédia um grupo de trabalhadores, denominados como "Os 50 de Fukushima", estão trabalhando incessantemente para conter o vazamento dos reatores, utilizando as medidas necessárias para que a radiação não se espalhe ainda mais pela região.
Estes homens, que não são exatamente 50 mas cerca de 70, sabem que possuem chances altíssimas de morrer ou de ficar permanentemente doentes graças aos níveis letais de radiação que se submetem diariamente, mas mesmo assim continuam a trabalhar. Sabem que se ninguém se submeter à este trabalho, em breve uma tragédia maior pode vir a ocorrer, prejudicando seu país, suas famílias e sua sociedade de um modo geral.
Este é um tipo de sacrifício que há muito não se noticiava de forma tão imediata e visível na história da humanidade. Seria este, portanto o tipo de herói que precisamos? Aqueles dispostos a dar seu suor e sua vida para salvar não um ideal, e nem para matar seus adversários, mas sim para proteger seus iguais.
Os 50 de Fukushima, como seres humanos, não são um exemplo de perfeição, mas sim uma perfeição de exemplo. Heróis de carne, ossos e virtudes.
Se existe uma forma de lembrarmos de heróis como estes, tenho a liberdade de parafrasear Winston Churchil, dizendo: "Nunca tantos deveram tanto a tão poucos."

25 março, 2011

60 Minutos - Brasil Potência

Documentário norte americano sobre a ascensão do Brasil como potência econômica e política mundial. Muito bom, apesar das legendas porcas.



Cá entre nós: O inglês do Eike Batista é bem tranqueira, heim?

Fonte: Chongas

21 março, 2011

Semana Radioativa: Canhão Atômico

Salve pessoal. Como todos os veículos de mídia estão aproveitando essa "onda radioativa" para divulgar informações sobre o desastre nuclear pós-terremoto no Japão, resolvi me diferenciar um pouco e postar sobre outras curiosidades a respeito de fenômenos atômicos.

Ao longo de 5 dias postarei vídeos, fotos e informações acerca dos maiores desastres, bombas, descobertas e experimentos nucleares feitos pela humanidade.

E começando com este post, apresento à vocês o Canhão Atômico, uma arma de 280 mm criada pelos Estados Unidos durante os meados do século XX para disparar ogivas nucleares.

Em 25 de maio de 1953, durante um teste nuclear realizado no Sítio de Testes do Estado de Nevada, as 8h30 da manhã, uma equipe de militares disparou a bomba Grable em uma área deserta. A explosão, de 15 quilotons, teve força comparada a da bomba Little Boy, que devastou a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, matando 250.000 pessoas.

Aquele foi o único teste nuclear de uma arma da série de artilharia W9, uma série de 20 canhões fabricados com o propósito de dispararem projéteis do tipo. Devido ao tamanho e ao peso da bomba, que tinha um diâmetro de 280 mm, 138 cm de comprimento e apenas 365 kg (extremamente leve para uma arma nuclear), o disparo alcançou uma distância de 7 milhas (cerca de 11 km), com uma velocidade inicial de 625 m/s, quase o dobro da velocidade do som.

A bomba foi detonada no ar a 190 metros de distância do solo, fato que, graças à pressão do ar e da baixa altitude, originou dois cogumelos atômicos. Cerca de 150 pessoas morreram acidentalmente na explosão.

Nenhum dos 20 Canhões Atômicos foi utilizado em guerras.



Imagine isso sendo usado em larga escala nas guerras...

17 janeiro, 2011

Destino: North Dakota - Parte 1

Tá bom, estou devendo este post há quase um mês... Humm... Na verdade já faz um mês e dois dias, mas antes tarde do que mais tarde, não é?

Como comentei no post anterior, este ano resolvi fazer um intercâmbio pelos Estados Unidos durante o período de férias da universidade. Por que EUA? Sinceramente não sei... Acho que por causa da acessibilidade que o inglês proporciona (chegando aqui, após apenas 3 dias, já descobri que posso trocar o Inglês Avançado do meu currículo para Inglês Fluente) ou pela falta de opções por parte das empresas de intercâmbio.

Por falar nelas, escolhi a World Study de Londrina por ter sido bem recomendada por um conhecido, mas, se querem minha singela opinião, fujam dela como o diabo foge da cruz! De todos os intercambistas que conheci, 90% dos que também vieram por esta empresa dividem a mesma opinião que eu: amadorismo no processo de aquisição de documentos, falta de compromisso para com os alunos e conflitos de informações sobre os trabalhos oferecidos e as cobranças dos planos. Mas claro, a escolha fica a critério de cada aluno...

Passados os transtornos com a companhia, consegui um emprego no Subway, como "sanduícheiro". Mas ao chegar aqui descobri que fazer sanduíche é o de menos... Eu lavo louça, preparo ingredientes, limpo o chão, faço sanduíche, atendo clientes, cuido do caixa e ainda canto  as clientes pra ganhar gorjeta. Até experiência com pães eu já fiz - eu e meu gerente somos os únicos a terem provado o pão de 9 grãos com parmesão, ervas e alho tostado!

Mas deixemos os detalhes do emprego - que confesso ser mais cansativo do que imaginei, embora melhor do que muitos outros (que comentarei mais pra frente) - pra outro post. Neste vou falar um pouco sobre a viagem até aqui...


MAS FUNFAS, AONDE É QUE VOCÊ ESTÁ MESMO?


Se você nunca sequer ouviu falar de Minot não se preocupe. Você não perdeu nada até agora. Eu também não conhecia lhufas sobre a cidade antes de terem me alocado aqui. No começo pensei que fosse alienação da minha parte nunca ter ouvido falar da "3ª maior cidade da Dakota do Norte", mas depois de ouvir um monte de gente rindo da minha cara nos aeroportos e perguntando o porquê de eu estava vindo pra cá, me dei conta de que a cidade não faz muito jus ao título que possui - Minot é conhecida como a Cidade Mágica, mas explico isso mais embaixo.

Pra falar a verdade, os próprios americanos consideram o estado da Dakota do Norte (ou North Dakota) meio que como um Acre... (Não se ofendam acreanos, sua fama é um fato!)

Mas agora sejam sinceros comigo e me respondam sem consultar a internet: vocês sabem o nome da 3ª maior cidade do Acre? Rá!!! Peguei vocês!

Então, apesar do caráter histórico de North Dakota, com personagens extremamente importantes para a história dos EUA, como Lewis e Clark e Sacagawea (nunca ouviu falar dela? Pode se envergonhar agora! Ela está até estampada na moeda de US$ 1,00!), até recentemente o estado não possuía grande destaque na economia do país, tendo sua economia quase que toda focada na agricultura.

Mas há cerca de 20 anos o panorama mudou. A Dakota do Norte, que fica envolta pelos estados de Montana (ao oeste), Minnesota (ao leste) e Dakota do Sul (auto-explicativo), teve sua economia agitada pela descoberta de imensos poços de petróleo (que muitos americanos afirmam ser a maior reserva do mundo... ¬¬). Desde então, as cidades que outrora tinham pouca, ou nenhuma, importância para o resto do país tornaram-se referência de boas oportunidades de empregos.

Uma nota curiosa, apenas para fechar este tópico (que prometo retomar em outra postagem), é que a capital do estado, Bismarck, é muito menor do que a cidade de Fargo, ao leste. E que Minot é chamada de Cidade Mágica por dois motivos: primeiro porque se desenvolveu assustadoramente rápido em apenas 20 anos, passando de "cidadezinha do interior sem ninguém" para "cidadezinha do interior com 45.000 habitantes". E segundo porque ela fica situada em um vale de grande desnível. No passado, quando muitos viajantes estavam há horas/dias viajando pelas planícies da região, sem se deparar com uma alma viva, chegavam ao vale, davam de cara com uma "cidade surgida por mágica". Original, não?


A JORNADA SEM FIM (Ou: As 57h tentando chegar em Minot)

Minha viagem começou em Londrina, Paraná, Brasil, às 8h30 da manhã do dia 13/12/2010, quando minha mãe me acordou com um cutucão e uma cara de preocupação. Ao olhar para a janela entendi perfeitamente o porquê: o céu estava tão escuro que parecia que ia chover fuligem. Até aí tudo bem... Não tenho medo de água, e Londrina nunca alaga. Mas infelizmente, por culpa da prefeitura da cidade, o aeroporto não possui um aparelho que permite pousos e decolagens em climas nebulosos. Ou seja: se chovesse muito ou se o dia ficasse com neblina eu correria o risco de perder meu voo. E adivinha o que aconteceu?

Uma barra de chocolate pra quem chutou que eu quase não viajei por causa disso! Na verdade, o voo que peguei até Congonhas deveria ter saído às 14h, mas teve um atraso de 30 minutos. Pra mim isso foi tranquilo... Um voo antes do meu havia sido cancelado, o que viesse era lucro.

No aeroporto algumas companhias que animaram meu dia e me fizeram ficar mais calmo: minha mãe, minha irmã, meu primos Mari e Ju (considero os dois como meus irmãos mais velhos) e minha avó. Pouco antes do voo sair, tive o prazer de poder dar tchau pra outros três amigos de quem gosto muito: Thainá, Fernando e Euler. Ae, sinto falta de todos vocês! =]


Tenho inúmeras fotos e vídeos da viagem. Mas como ficam muito pesados para colocar todos no blog, coloquei/colocarei no meu orkut e facebook. Dêem uma checada lá.

De Londrina viajei até Congonhas, onde peguei um ônibus para Guarulhos. No aeroporto internacional, em companhia de cerca de outros 15 intercambistas que viajavam pros EUA no mesmo dia que eu, esperei até 00:00 para embarcar para Miami. Até lá foram mais 8h de vôo - e aqui cabe uma pegadinha estranha que fez muitos de nós ficarem confusos: esquecemos completamente da diferença e fusos entre Miami e São Paulo, que é de -3h. Isso fazia com que nossos cálculos de tempo de voo não fizesse muito sentido. De qualquer modo, dormi como uma pedra o voo todo e nem vi as 8h passarem.


Em Miami perdi a conexão para o voo até Chicago. Mas a espera foi de apenas 2h30. Em Chicago fiz outra conexão até Minneapolis e lá teria que esperar até as 23h por um trem. Só que as coisas não deram muito certo...

No intervalo de tempo que ia esperar em Minneapolis, resolvi dar uma esticada até o shopping Mall of America. Peguei o metrô e me mandei pra lá... Má ideia! Alé de sentir um frio desgraçado no caminho eu quase me perdi. Ao voltar para o aeroporto, dei a sorte de encontrar mais três brasileiros, dois que viajariam de avião no dia seguinte (que por sinal estão morando aqui no mesmo hotel que eu, o Felipe "Edward" e o Airton "Bino") e outro que ia pegar o mesmo trem que eu, para ir para a cidade de Williston. O nome desse cidadão é Renan, mas todos aqui no hotel conhecem ele como "Seu Boneco" ou "Nelson da Capitinga", devido semelhanças inegáveis.

Eram cerca de 20h quando resolvemos dar uma ligada para a estação de trem para confirmar nossa saída até Minot (que seria às 23h). A estação Amtrak, a maior rede de trens dos EUA, nos informou que infelizmente, devido a uma nevasca, o trem havia sido cancelado. Ou seja: teríamos que esperar até as 23h do dia seguinte para chegarmos em Minot. Adicionar um dia a mais na viagem...


No desespero, eu e o Renan conseguimos entrar na internet pelo meu notebook e acessar o site da rodoviária de Minneapolis. Descobrimos que havia um ônibus partindo para Bismarck, a capital de North Dakota, às 21h. E isso já eram quase 20h40... Rachamos um taxi na correria, US$ 40,00 até a rodoviária. Uma legítima facada no bolso...

Já na rodoviária, com o ônibus quase partindo, compramos a passagem por mais "míseros" US$ 98,00 até Bismarck... Ao menos economizamos algumas horas de viagem: o trem partiria às 23h (do dia seguinte!) e demoraria 10h até Minot, nós partimos às 21h30 e chegamos em Bismark às 5h da manhã.


O problema foi ficar esperando o ônibus de Bismarck até Minot, que só sai às 16h. Foi nessa hora que eu e o Renan tivemos a ideia mais estúpida do intercâmbio (Mentira! Já fiz coisas piores como dar cavalo de pau na frente de uma viatura da polícia, incentivar uma briga de bar e viajar 90 km para outra cidade enquanto estava nevando...): resolvemos ir para um pátio de caminhoneiros para pedir carona... Resultado: quase perdi os dedos do pé, o Renan quase teve hipotermia, e não conseguimos lhufas de carona nenhuma.

Desventuras à parte, depois de quase 8h pedindo carona na neve, criamos juízo e pegamos o ônibus pra Minot. Lá encontramos outros dois brasileiros, a Angélica e o outro Renan (mundo pequeno, não?). Em Minot, ao chegar na estação de ônibus, demoramos mais 1h30 esperando o táxi até o Guest Lodge.


Sabem o que isso significa? Que eu viajei por 57h ininterruptas! Foram 57h de cansaço, sem comer nada que prestasse, sem dormir direito e sem banho... E isso foi apenas o começo! E se querem saber, estou adorando o intercâmbio. Claro, algumas coisas poderiam ser melhores, mas estou aproveitando o máximo que cada experiência e situação tem pra oferecer. =]

E ao chegarmos ao Guest Lodge, para nossa surpresa nos deparamos com mais de 30 brasileiros e com uma festa rolando. Mas isso já é outra história...


Um enorme abraço pra todos os meus amigos, famíliares e pra todos os leitores do Astronauta que estão/estarão acompanhando o blog com as novidades e registros dessa minha loucura em terras gringas.

Ao longo desta semana, agora que estou com acesso irrestrito à internet, postarei muito mais informações sobre a viagem e sobre as curiosidades daqui. Nos vemos em breve! =D

16 dezembro, 2010

Destino: North Dakota

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Bom, como os leitores do Astronauta já devem estar sabendo, estou viajando em uma experiência de Work&Travel  pelos EUA. Vou passar os próximos 3 meses trabalhando por estas bandas e só retornarei ao Brasil, se tudo correr como planejado, por volta do dia 15 de março de 2011.

Ao longo dessa jornada, que teve inicio no dia 13 de dezembro, pretendo fazer uma espécie de "diário de viagem", contando para os leitores um pouco sobre a experiência de trabalhar nos "isteitis". Portanto, fiquem ligados no blog daqui pra frente, porque as atualizações serão frequentes e (provavelmente) trarão informações sobre o intercâmbio.

01 setembro, 2010

O Melhor do Brasil - Filho Maravilha

 Hoje me bateu um senso de patriotismo fora do comum! Por isso resolvi começar mais uma seção aqui do Astronauta: O Melhor do Brasil. Nela vamos ver músicas, filmes, livros, poesias, lugares e histórias desse país maravilhoso. Sempre com uma descrição detalhada sobre o assunto e várias curiosidades.

E começando hoje, com chave-de-ouro, a canção do genial Jorge Benjor, Fio/Filho Maravilha, junto com a polêmica sobre o nome da música.

Obs: Casei a seção de hoje com a Estampas de Selos, que fazia quase um ano que não tinha nenhum post novo. =]



A POLÊMICA

Fio e seu "sorriso maravilha"!
Fio Maravilha nunca foi craque. Mas foi ídolo. Jogador do Flamengo nas décadas de 60 e 70, muitos conhecem um de seus gols, eternizado na música de Jorge Ben Jor, mas poucos conhecem sua história. Com o nome de João Batista de Sales, Fio começou sua carreira futebolística em 1960, quando chegou ao Flamengo com 15 anos. Ganhou o apelido de “fio” por causa de sua mãe, que ia aos treinamentos na Gávea e incentivava o filho: “vai, meu fio!”.

Fio era conhecido por ter muito carisma com a torcida. Sua falta de técnica e seu jeito “desengonçado” eram compensados por ser muito querido com a torcida. Algo recentemente comparável com Obina, que é melhor que Eto’o, no mesmo Flamengo.

O lendário jogador marcou 79 gols em 288 partidas pelo rubro-negro. Mas um desses foi especial. Em um jogo contra o Benfica em 1972, no Maracanã, Fio estava na reserva. Já no segundo tempo, o jogo estava 0 a 0, e a torcida começou a pedir por Fio. Zagallo, o técnico flamenguista na época, atendeu o pedido e Fio entrou. O resto é história.

Aos 33 do segundo tempo, Fio virou Fio Maravilha. Fez um golaço. Tabelou, driblou dois zagueiros, deu um toque, dribou o goleiro. Só não entrou com bola e tudo porque teve humildade, e gol! Jorge Ben Jor, que estava na estádio, ficou inspirado por tal golaço e fez a música homenageando seu ídolo, que ganhou o “maravilha” no apelido. Uma pena é não haver registro em vídeo do gol, só nos deixando a opção de imaginá-lo através dos versos de Jorge Ben.

Muita polêmica foi gerada anos depois por conta de um processo de Fio em cima de Jorge Ben. Fio diz ter sabido do processo apenas quando entrou em um ônibus e duas senhoras comentaram uma com a outra: “você conhece esse rapaz aí? É aquele ingrato ex-jogador do Flamengo que tá processando o Jorge Ben”.

Fio explica o que aconteceu: “eu tinha um amigo advogado que perguntou: – Escuta, o Jorge Ben falou com você, pediu autorização? – Disse que não e ele perguntou se tinha algum problema em procurar o Jorge Ben, porque podia ser até que eu ganhasse alguma coisa. Disse que não via problema. Aí ele o procurou várias vezes, mas não foi atendido. Acho que a imprensa descobriu e já saiu falando do processo. Pedi ao advogado para parar com isso, mas ele disse que não dava mais. Eu nem sabia do processo, não queria nada disso.
Jorge Ben e Fio.
Desse modo, Jorge Ben Jor deixou de cantar a música por um tempo, e depois começou a cantar “Filho Maravilha” no lugar de “Fio”. A situação só foi resolvida em 2007, numa reportagem do Sportv. Fio, aparentemente inocente e ingênuo na história pediu para Jorge Ben voltar a cantar “Fio”, e o pedido foi bem recebido pelo cantor, que não guarda rancor.

Voltando à época de jogar, Fio foi barrado do Flamengo por Zagallo, e transferido, jogando em alguns clubes brasileiros, até ir para os Estados Unidos. Fio foi para o “New York Eagles”, onde jogou alguns meses. Depois, foi para um time semi-profissional de Los Angeles, o Monte Belo Panthers. Por fim, foi para o Mercury de São Francisco, onde encerrou a carreira.

Fio Maravilha nunca deixou São Francisco, onde mora há já 32 anos. Depois que largou o futebol, passou a ser entregador de pizzas por lá. Hoje tem 65 anos e muitas histórias para contar.

Ao ser perguntado sobre qual foi o seu “gol inesquecível”, Fio não hesita: “ah, o gol da música!

Fonte: A Bola e o Mundo ---> Na verdade, copiei a matéria na íntegra!

22 maio, 2010

Deuses de Concreto

Ontem, voltando do trabalho, passei na frente de uma agência de turismo. Algo me chamou a atenção: havia um pequeno embrulho, mais ou menos do tamanho de uma agenda, embalado em papel marrom, em cima de um daqueles suportes típicos de panfletos que ficam na frente das lojas. Não havia nada escrito nele, nada que indicasse de quem era, ou porque estava ali.

Fiquei parado por alguns minutos, curioso, observando o pacote. Esperava que alguém aparecesse subitamente e viesse apanhar a encomenda. Ninguém apareceu. Provavelmente não era algo da agência, pois ninguém de dentro vinha apanhar o embrulho - e ele estava bem visível para os funcionários da loja. Logo, outras (poucas) pessoas que passavam na rua, também pararam pra olhar com curiosidade o pacote. No entanto, ninguém se atrevia a sequer tocá-lo. Resolvi seguir meu rumo.

Hoje Londrina falou comigo de novo, mas não com um embrulho. Voltando d'O Armazém Café, depois de um café solitário, cruzei com um rádio, em uma esquina vazia. Na verdade, um CD Player de pilha, tocando uma canção antiga que não reconheci.

Ele estava lá, sozinho e imerso em seus próprios delírios, assim como eu estava. Tocando músicas desconhecidas e melancólicas, sem alimentar-se de nenhuma energia externa. Uma manifestação da voz do Deus das cidades.

Não sei porque motivos havia um pacote fechado, endereçado à lugar nenhum, em uma rua movimentada; quase um símbolo sagrado, intocável pelas mãos, mas cobiçado pelos olhos. Também não sei qual era o motivo de haver um rádio ligado, abandonado em uma esquina vazia; um sussurro de épocas diferentes, esquecidas. Ambos sedutoramente convidando os transeuntes à levar-los consigo, ainda que reprimindo os gestos mais ousados, motivados pela curiosidade.

Sempre pensei no planeta como um ser vivo. Uma criatura monstruosamente complexa e grande, alheia aos parasitas de sua epiderme. Essa semana vi o espírito de uma cidade, mesmo que em marcas sutis. Um dos inúmeros parasitas do planeta, mas ainda assim um ser muito maior do que os seres humanos. Talvez ele não seja tão alheio à nós como achamos. Pode ter consciência de seus inquilinos e, vez ou outra, demonstre sinais de existência através de algumas provas displicentes de sua indolência para conosco. Talvez tenhamos criado sua anima, em meio ao turbilhão de manias que temos de humanizar nossas posses e propriedades. Ou, quem sabe, não passamos de manifestações oníricas dos espíritos da cidade.

Essa semana um deus falou comigo; deu sinal de sua existência através de caprichos simples. Um deus mundano. Um deus de concreto.

Curiosamente, como eu havia dito anteriormente, "Meus deuses não são de concreto."

29 abril, 2010

Hubble Ultra Deep Field

Documentário sobre a foto mais importante já tirada na história da humanidade.

13 abril, 2010

O Amapá NÃO é uma Abstração

Um certo jornalista (?) de Goiânia, chamado Rogério Borges, publicou em uma coluna do jornal "O Popular" (alguém conhece?) um artigo chamado "Amapá, uma abstração". O texto é um ode à ignorância do próprio autor, no qual ele ironiza o estado e crítica a existência de um lugar "Igual o Saci Pererê... É um mito, uma lenda urbana.". O texto está repercutindo fortemente na internet, para o azar do ignorante autor, que deu um tiro no próprio pé ao publicar tamanha besteira.

Deem uma olhada no artigo:


Depois de ler essa palhaçada, eu não pude deixar barato... Enviei um e-mail para o informadíssimo jornalista - Viram o que dá não haver mais obrigatoriedade do diploma!!! - comentando sobre o texto. Ainda não recebi a resposta, mas espero que seja um pouco mais esclarecida do que o artigo. Quando receber a réplica postarei aqui no astronauta.

Segue o e-mail que enviei:

Seu texto sobre o Estado do Amapá, publicado no jornal O Popular, é uma representação da ignorância e da falta de informação que assola muitos dos ditos "indivíduos instruídos" desse país: um texto preconceituoso, sem o menor conteúdo factual, sem conhecimento de causa e repleto de "informações" (a meu ver nenhuma que realmente preste) equivocadas.

Ignorantes como você, não sabem que o Amapá, por exemplo, é o estado com um dos melhores salários para servidores públicos do país, e que apesar de sua existência recente, atrai inúmeros investimentos estrangeiros para pesquisas de sustentabilidade ambiental e análise de biomas. Não sabe que o Amapá possui a maior área de preservação ambiental do mundo, dentro do Parque do Tumucumaque. Não sabe que o estado abrirá as portas para um comércio de fluxo muito mais intenso com a Guiana Francesa (e consequentemente com a União Européia) com o término da construção da ponte que interligará ambos os países. Não sabe que Serra do Navio, ao norte do estado, já foi um dos maiores pólos de mineração de manganês do mundo, e que atualmente a MMX, do bilionário Eike Batista (ao menos já ouviu falar dele, não é?) está presente no local, extraindo ouro e outros minérios.

Você bem sabe que o Amapá é curral eleitoral da família Sarney, mas não tem conhecimento de como essa situação triste se instaurou na região. Você pode até saber que a região carece de infraestrutura, educação, saúde e segurança, mas não sabe que é uma das áreas mais promissoras de crescimento econômico, à longo prazo, do país. Você muito provavelmente NÃO sabe que a justiça do estado do Amapá é pioneira no que diz respeito ao apoio legal, à disponibilidade de urnas eletrônicas e o acesso à democracia para seus eleitores, através de projetos como a Justiça Fluvial, dentre outros.


Você não conhece as comidas e frutas típicas da região, e os benefícios que elas possuem. E provavelmente acha que açaí é tomado com guaraná e granola (ou que provavelmente é colhido como árvores arbustiva). Você provavelmente viveu a vida inteira dentro de um apartamento no centro de uma cidade grande, e talvez nunca tenha sequer entrado numa floresta - ou ao menos ter visto um animal silvestre em seu habitat natural.


É alguém sem a menor autoridade sobre o assunto, pois não sabe do que fala. "Não conheço ninguém que sequer tenha estado lá", você diz. Isso demonstra seu conhecimento de causa, seu aprofundado estudo acerca do assunto que discorre, suas fontes fidedignas e seu tino jornalístico.


Poupe o mundo de seus artigos metidos à engraçadinhos. De seus trocadilhos infames com séries populares e suas piadas internas sobre artigos da Desciclopedia. Sua audácia ao publicar aquilo foi estúpida e sua falta de informação medíocre. Imagino que se todos os seus textos seguirem o mesmo nível, o jornal em que trabalha em breve deve naufragar.


A propósito? Você é diplomado mesmo, ou aderiu o movimento pró-Gilmar Mendes? Vulgo "jornalismo dos sem diploma"?


Agora vamos  ver o que vem pela frente...

Ah, e pra quem não sabe, o Amapá fica aqui:


Outras ótimas respostas ao artigo imbecil:
- A Vida é Foda
- Luciana Capiberibe

26 março, 2010

Easter Egg - Calculadora do Windows

Para encontrar uma bizarrice matemática, siga os seguintes passos.


1. Abra a calculadora do windows
2. Clique no menu da calculadora na opção Exibir
3. Mude para opção Científica
4. Agora digite 12237514
5. No canto superior esquerdo está selecionado Decimal (Dec)
6. Clique na opção Hexadecimal (Hex) e veja o que aparece escrito…

Fonte: Insoonia

12 março, 2010

Moto Gigante

Essa chabocona aí em cima é a Gunbus, uma moto artesanal criada pela Leonhardt Manufacturing. Pesando aproximadamente uma tonelada e meia, a Gunbus é considerada a maior moto do mundo, e atinge uma velocidade máxima de 250km/h.

O preço ainda não foi divulgado (mas barato não vai ser!). A empresa também divulgou que pretende produzir a moto em linha de produção, e que futuramente criará um sidecar próprio pra ela.


As dúvidas que ficam são: Uma dessas aguenta o tranco nas estradas brasileiras (que mais parecem trincheiras) numa boa? E... Será que a loira vem junto com a moto? =P

10 março, 2010

Ancestral de Dinossauros

Um grupo de paleontólogos americanos descobriu fósseis de um animal muito semelhante aos dinossauros que, porém, viveu dez milhões de anos antes dos dinossauros mais antigos conhecidos até ao momento, anuncia um estudo publicado na revista Nature.

Esta nova espécie descoberta no sul da Tanzânia foi apelidada de “Asilisaurus kongwe” e, de acordo com os investigadores, está para os dinossauros como o homem está para os chimpanzés, pois, embora pertença a um grupo de animais com características comuns aos dinossauros, difere em alguns aspectos-chave. Os espécimes encontrados têm 240 milhões de anos e os fósseis de dinossauro mais antigos até hoje descobertos têm 230 milhões de anos.

Os investigadores acreditam assim que, embora tenham antepassados comuns, estas duas linhagens divergiram há pelo menos 240 milhões de anos e que, dada a proximidade entre estas duas espécies, os dinossauros começaram a habitar a Terra mais cedo do que se pensava até então.


Sterling Nesbitt, investigador da Universidade do Texas e coordenador desta investigação, acredita também que a forma como estes animais se alimentavam evoluiu várias vezes em menos de dez milhões de anos, um período relativamente curto, quando se fala em dinossauros. Embora fossem carnívoros, tornaram-se onívoros quando passaram a incluir na sua dieta plantas, o que lhes permitiu viver em ambientes variados.

O asilisaurus era um quadrúpede que media entre 50 centímetros e um metro de altura e tinha entre um e três metros de comprimento, pesando entre 10 e 30 quilos. Os fósseis encontrados pertenciam a 14 indivíduos e permitiram a reconstrução do esqueleto quase completo deste animal, exceto algumas partes do crânio e das patas.

23 fevereiro, 2010

Manual de Reportagem - Como Ser um Jornalista

Video genial com Rafinha Bastos apresentando um manual de produção de reportagens. Baseado na obra do jornalista britânico Charlie Brooker, "How To Report The News".



Fontes e Realização: Chongas e Jacaré Banguela

22 fevereiro, 2010

Paradoxo Culinário - O Mistério da Goiabada de Porco

Uma coisa interessante que me ocorreu nos tempos de faculdade, foi o paradoxo existencial da identidade dos alimentos, e seus opostos.

Se seguirmos uma linha de pensamento espontâneo e lógico, qual seria nossa resposta mais imediata ao perguntar para nós mesmos: "Qual é o contrário de frio?"

Logicamente a resposta seria quente. Mas, por algum motivo esdrúxulo, quando nos perguntamos acerca de algumas outras coisas (que NÃO possuem contrários), nossa mente tende a responder imediatamente com conceitos pré-formulados, mesmo que estes não façam sentido.

Exemplo: "Qual o contrário de salgado?"

A resposta mais imediata seria "doce". Mesmo que o paladar "salgado" não tenha um oposto. Em algumas brincadeiras ainda mais espontâneas, poderíamos dizer portanto, que o contrário de chá é café, mesmo que não faça sentido. Simplesmente porque, na hora de nos forçarmos uma resposta sobre opostos, em relação à algo que não possui um oposto, usamos conceitos pré-formulados inconscientes para chegar em uma solução.

Claro, se pensarmos por mais tempo, e de forma mais analítica, jamais responderíamos desta forma. Mas é interessante ver como o cérebro funciona quando pressionado para uma resposta rápida. Então temos um paradoxo interessante, que se repetiu várias vezes durante o experimento que fiz na faculdade, anos atrás.

Perguntei à alguns amigos e conhecidos, individualmente, qual era o oposto de "goiabada". E a maioria absoluta respondeu "queijo", em virtude da associação "goiabada com queijo" (alguns poucos responderam "marmelada" ou mesmo "doce de leite").

Algum tempo depois, quando já estavam distraídos, lhes perguntei qual era o contrário de "presunto". E a maioria respondeu "queijo".

Foi então que os defrontei com o paradoxo culinário. Se o contrário de "goiabada" é igual a "queijo", mas o contrário de "queijo" é igual a "presunto", então logicamente goiabada é igual a presunto.

O Resultado

Ou a grande maioria dos envolvidos na entrevista possuía um paladar bem peculiar, capaz de confundir carne de porco com doce de goiaba. Ou quase todos se deram conta de que suas mentes são capazes de pregar-lhes peças, mesmo quando estão participando de uma simples brincadeira.

Todos, no entando, riram bastante da estúpida brincadeira, e até hoje ainda divulgam o paradoxo da goiabada de porco.

20 janeiro, 2010

A Maldição dos R$ 0,09



Situação Real #1 (Belém, Pará, 2008):  Entrego uma nota de R$ 5,00 para a moça do caixa, em um determinado mercado Y (que não vamos identificar, para não causar constrangimentos - embora quem more em Belém não vá ter tanta dificuldade em adivinhar qual é), para comprar um pacote de Bono. O diálogo foi mais ou menos assim:
- Caixa: "São R$ 1,59. O senhor não teria sessenta centavos pra ajudar no troco?"
- Eu: "Não. Foi mal. Só estou com essa nota..."
- Caixa: "Ah..." - suspira ela - "...espera só um instante..." - e logo sai, para perguntar ao caixa vizinho se ele tem moedas miúdas. Menos de um minuto depois ela volta e me entrega o troco. Exatos R$ 3,41
Surpreso com a quantia exata, comento:
- Eu: "Nossa, o troco tá certinho! É difícil ver uma moeda de um centavo por aí..."
A caixa sorri e, depois de uma olhada rápida e nervosa ao redor, comenta:
- Caixa: "É o jeito... Fiquei sabendo que o gerente tava tendo alguns problemas por causa dessas moedinhas..."

Na hora achei graça. Me veio à cabeça a velha piada do cliente querendo pagar as compras com balas de menta, após recebê-las como troco no dia anterior, por falta de moedas miúdas no caixa. Então deixei a história de lado...

[Nota Fora de Contexto: Ao longo de 5 anos morando em Belém, acumulei quase dois reais em moedas de um centavo, com as quais planejava irritar algum cobrador de ônibus azarado que me pegasse de mal-humor. Infelizmente, não sei que fim levaram as moedas...]

Situação Real #2 (Londrina, Paraná, 2010): Entrego uma nota de R$ 2,00 para a senhora do caixa, em um determinado mercado M (que também não vou identificar, para não causar constrangimentos - e que, neste caso, não é tão fácil de ser identificado pra quem mora em Londrina), para comprar um Twix ("Caramelo, biscoito, chocolate..." Vocês conhecem!).
Segue o diálogo:

- Caixa: "São R$ 0,99. Você não teria alguma moeda pra ajudar no troco?"
- Eu: "Eita... Não tenho mesmo..."
- Caixa: "Tudo bem!" - diz ela sorrindo, enquanto pega minha nota e me devolve uma moeda de R$ 1,00.

Pego a moeda, ignorando o centavo que falta no meu troco, e vou pra casa mastigando o Twix. Meu humor está ótimo, e o chocolate bom como sempre. "Às favas com o centavo..." - provavelmente eu pensaria, se estivesse pensando em algo no momento.

Durante a noite, relembrando dos eventos ocorridos de dia, o centavo bate na memória. Meus súbitos desvaneios de lógica esdrúxula chegam à uma conclusão óbvia, que explica o porquê dos "problemas do mercado Y" com seus trocados: Imposto de Renda!

Raciocinemos da seguinte forma: se uma pessoa jurídica cobra R$ 1,00 por um produto, uma devida carga tributária (ICMS, IPI, ISS...) será cobrada em cima daquele valor. Logicamente, a porcentagem será deduzida em cima do R$ 1,00 cobrado. Agora, caso seja cobrado "apenas" R$ 0,99 (uma pechincha aos olhos de alguns), toda a tributação será cobrada com base neste preço, ignorando o 1 centavo de sobra.

O ponto é que, na maioria esmagadora das vezes, a cobrança deste um centavo a menos é apenas ilusória, pois são poucas as vezes em que um estabelecimento comercial possui moedas tão miúdas para o troco. Assim, cobra-se "apenas" 99 centavos, mas obtém-se 1 real, e deduzindo 1 centavo da conta, para que estes não sejam vítimas de taxação.

Parece pouco, é claro. "Que mal faz um mercado lucrar um único centavo, sobre produtos insignificantes." - você pensa. Mas logo esquece que este lucro é potencializado imensamente, pois a movimentação financeira de um estabelecimento comercial de grande porte é igualmente imensa. Portanto, não é 1 centavo que o mercado/loja está sonegando, são milhares/milhões de reais anuais. E este dinheiro, meu amigo, deveria (ao menos na teoria) voltar para você, sob a forma de benfeitorias municipais, estaduais e federais. Afinal, é pra isso que você paga impostos, não é mesmo?

Pense nisso quando for receber seu troco e deixar de lado o centavo que tem direito. Pense que estão te enganando (e de fato estão). Deixe as balas de menta para trás e exija o que é seu por direito. E lembre-se que os direitos são inerentes à qualquer cidadão, mas apenas aqueles que tem consciência destes conseguem usufruir inteiramente de sua proteção.

E pra fechar o post, uma informação curiosa: o custo de produção de uma única moeda de R$ 0,01 é igual a R$ 0,10; o mesmo que o de uma cédula de R$ 1,00. Ou seja: ao exigir seu centavo, você estará recebendo o equivalente a um valor dez vezes maior. E se você é mesmo otimista, pode imaginar que recebeu um real em cédula...

04 novembro, 2009

Mitos sobre a cerveja . . .

1. A CERVEJA MATA?
Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por uma caixa de cerveja que caiu de um caminhão levando-o a morte instantânea. Além disso, casos de infarto do miocárdio em idosos teriam sido associados as propagandas de cervejas com modelos boazudas.

2. O USO CONTINUO DO ALCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca de 900 gramas .

3. CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem uísque.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas blitz a polícia nunca pede o teste do bafômetro pras gestantes. E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha reta, sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.

5. CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada uma caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um por um diante do espelho. Em nenhum dos casos, os reflexos foram alterados.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito rápido. Para se ter uma idéia, se você deixar uma garrafa ou lata de cerveja aberta ela perderá o seu sabor em aproximadamente quinze minutos.

7. A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas com a venda de cerveja nas cantinas e bares na esquina.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laboratórios de renome e todas indicam, em primeiríssimo lugar, o garçom.

9. CERVEJA ENGORDA?
Não. Quem engorda é você.

10. A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não.

01 outubro, 2009

Diploma de Jornalismo III

Nesta quinta-feira (1º de outubro), a comissão de Justiça do Senado vai realizar uma audiência pública para debater o exercício da profissão de jornalista. A discussão vai retomar a polêmica sobre a exigência do diploma universitário de jornalismo como pré-requisito para o exercício da função.

O autor da proposta é o líder do PSB, Antonio Carlos Valadares (SE), e o relator é Ignacio Arruda (CE), líder do PCdoB.

Quem sabe desta vez as coisas andem na linha - diferentemente da decisão estúpida do Supremo.

Acho que pela primeira vez na vida estou torcendo pelo Legislativo, em detrimento ao Judiciário.


Fonte: Blog do Josias

Prova do Enem é cancelada

Parece que os pilantras de plantão não pouparam nem o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Segundo o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, existem 99% de chance da prova ter vazado, como divulgado no jornal O Estado de São Paulo.

A medida fez com que o ministro da Educação, Fernando Haddad, optasse pelo cancelamento do exame, que seria realizado por 4,1 milhões de candidatos, em 1.800 cidades brasileiras.

Fonte:
Veja Online